No primeiro fim de semana após a ação da Prefeitura que realizou a remoção dos barracos que compunham a "favelinha" da cracolândia, na região central de São Paulo, a área localizada entre a alameda Dino Bueno e a rua Helvétia, viveu dias de relativa tranquilidade.
O movimento esvaziado de usuários de crack permitiu que Pedro, 55 e José Nunes, 60, desfrutassem com calma uma partida de caixeta que jogavam em uma mesa colocada em uma calçada localizada em frente a um bar.
Não que isso fosse uma novidade. "Hoje está mais tranquilo, mas sempre jogamos aqui aos domingos", relatou Pedro, que dizia já estar "acostumado" com a presença dos usuários nas redondezas.
Com quatro carros da Guarda Civil Municipal, uma ambulância do Samu e uma van do programa Recomeço, uma ação do governo do Estado que visa a recuperação de dependentes químicos, o espaço de pouco mais de um quarteirão contava com presença ostensiva de agentes públicos.
A eles ainda se juntariam uma equipe de agentes de saúde que circulava pelo local e alguns funcionários da secretaria de Comunicação da cidade de São Paulo.
Duas motos da Guarda Civil ainda faziam rondas pela região, dividindo a rua com três crianças que brincavam com suas bicicletas pelo local.
A Guarda Civil não registrou nenhuma ocorrência na área, embora a reportagem tenha presenciado ao menos três discussões mais ríspidas entre usuários que ainda circulam pela área.
Quem também circulava por ali, em roupas de corrida, eram José Antonio e Roque Luis, amigos que caminhavam pela região. "A gente sempre andou por aqui", conta José, "Mas agora pelo menos temos mais espaço, antes era muito lotado por aqui".