Ivaldo Cavalcanti/ Agência Camara |
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Pedro Henry é um dos condenados dos processo do Mensalão |
O ex-deputado federal Pedro Henry (PP), primeiro condenado do mensalão a receber autorização para trabalhar fora da cadeia, entrou com dois novos pedidos para reduzir ainda mais seu tempo atrás das grades: quer um segundo emprego, aos domingos, e voltar à universidade.
Os requerimentos foram apresentados na semana passada e serão analisados pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Geraldo Fidelis. Se a resposta for positiva, Henry irá reduzir em mais da metade as horas semanais que passa na prisão, além de obter o benefício de remissão da pena.
Condenado a 7 anos e 2 meses em regime semiaberto por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Henry assumiu há dez dias o cargo de diretor administrativo do Hospital Santa Rosa, o maior da rede privada em Cuiabá, com um salário de R$ 7.500.
De acordo com a autorização da Justiça, o ex-deputado, que é médico legista, pode deixar a cadeia para trabalhar no período das 6h às 19h, nos dias úteis. Aos sábados, trabalha das 6h às 14H. Já aos domingos e feriados não pode sair da prisão.
Aprimoramento
No pedido de autorização para estudo, a defesa de Henry diz que ele foi aprovado em um vestibular para o curso de fisioterapia, no período noturno, em uma faculdade privada de Cuiabá. As aulas vão das 19h às 22h30.
No caso do segundo emprego, foi mencionado o fato de Henry ser funcionário público estadual concursado desde a década de 1980. "Ele apenas se licenciou da função para atuar na política. Já temos uma autorização do IML (Instituto Médico Legal) [onde ele trabalharia]. Falta apenas o aval da Justiça", disse à reportagem o advogado Décio Arantes, que assina os pedidos.
No IML, Henry trabalharia apenas aos domingos, em um regime de plantão de 24 horas: das 7h até às 7h de segunda-feira, sem intervalo para retorno à prisão. Na atual situação, Henry precisa ficar preso durante 89 horas por semana. Caso obtenha os novos pedidos, seu tempo de prisão cairá para 39 horas semanais.
Ele poderá, ainda, contar com o benefício da remissão de pena, previsto na Lei de Execuções Penais para os casos de trabalho (um dia a menos de prisão a cada três trabalhados) e estudo (um dia a menos a cada 12 horas de frequência escolar).
"Não estamos propondo nada que não esteja previsto na legislação. E, para o meu cliente, não é novidade ter que trabalhar e estudar. É o que ele fez a vida inteira", declarou Arantes.
Delúbio Soares começa a trabalhar na CUT
Agência Brasil
Reprodução/ABr |
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O pedido de trabalho externo feito por Delúbio foi autorizado, na semana passada, pelo juiz Bruno André Silva Ribeiro |
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado a seis anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, começou a trabalhar nesta segunda-feira (20) na sede CUT (Central Única dos Trabalhadores), em Brasília. Delúbio saiu pela manhã e deve retornar ao final da tarde.
O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas começou a trabalhar em uma empresa de engenharia.
O pedido de trabalho externo feito por Delúbio foi autorizado, na semana passada, pelo juiz Bruno André Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais. O ex-tesoureiro receberá salário de R$ 4,5 mil. De acordo com a carta de emprego assinada pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, o condenado foi contratado por ter experiência na área sindical.
O horário de expediente será das 9h às 18h. Após o serviço, ele deverá retornar ao Centro de Progressão Penitenciária. O ex-tesoureiro atuará no assessoramento da direção nacional da entidade, fazendo elaboração de projetos relacionados com a área sindical, como educação profissional e emprego.
Delúbio e Lamas estavam presos na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, desde novembro do ano passado, mas foram transferidos para o centro de progressão, destinado a detentos que têm autorização para trabalhar durante o dia.
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