Reuters |
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Em discurso, o presidente do Irã, Hasan Rowhani, defendeu o acordo nuclear e pediu mais compromisso dos EUA |
O presidente do Irã, Hasan Rowhani, disse, nesta quinta-feira (23), que a relação com os Estados Unidos e a União Europeia entrou em uma nova fase após o acordo nuclear assinado com as potências. No entanto, pediu que Washington mostre "com ações" as intenções de retomar os contatos diplomáticos.
As declarações foram feitas em discurso no Fórum Econômico Mundial, três dias após Teerã reduzir para 5% o nível de enriquecimento de urânio de suas usinas nucleares. Em troca, o bloco europeu começou a reduzir as sanções econômicas, enquanto o governo americano estuda relaxar as restrições.
"Depois de dez anos insistindo em uma postura ilógica, finalmente chegou-se à condição de que o Irã não vai renunciar à sua tecnologia pacífica. Esta realidade abriu a oportunidade para resolver essa crise. Nós temos uma forte determinação para alcançar um acordo exaustivo".
Para ele, as relações com a Europa se normalizarão, assim como o compromisso com os americanos entrou em uma nova fase. No entanto, disse que não aceitará ser discriminado na relação com o programa nuclear, que voltou a dizer que é pacífico. "Não há lugar para uma bomba atômica na nossa estratégia de segurança".
E incentivou a retomada das negociações com os países "que o Irã reconhece", em crítica indireta a Israel, e "com os estados do litoral do golfo Pérsico", sem se referir à rival Arábia Saudita. "Uma das prioridades teóricas e práticas do meu governo é construir o comprometimento com o mundo".
Síria
No discurso, Rowhani defendeu a organização de "eleições livres e democráticas" para dar fim à guerra civil na Síria. Para ele, nenhum país deve interferir nos assuntos internos sírios e a comunidade internacional deve aceitar os resultados do pleito proposto.
O iraniano qualifica a situação como triste, assim como a chegada de terroristas ao país, chamados por ele de "assassinos impiedosos que matam inocentes". Ele ainda criticou os países que dão apoio aos rebeldes sírios, em referência a Arábia Saudita e Qatar.
Teerã é um dos principais apoiadores do regime de Bashar al-Assad e chegou a enviar tropas para território sírio. O país chegou a ser chamado pela ONU para a conferência de paz que acontece em Montreux nesta semana, mas o convite foi retirado após pressão dos Estados Unidos e da oposição síria.
