Regional

Assaltante leva R$ 100 mil de lotérica no Centro de Lins

Jornal Correio de Lins
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Uma lotérica, localizada na avenida Floriano Peixoto, no Centro de Lins (102 quilômetros de Bauru), foi roubada na manhã desta quinta-feira (23), por volta das 8h.

De acordo com informações da polícia, um homem armado com revólver rendeu uma das funcionárias no momento em que ela chegou para trabalhar. O bandido entrou acompanhado da funcionária e mandou que ela fechasse a porta sem levantar suspeita.

Em seguida, ordenou que ela abrisse os três cofres que ficam no interior do estabelecimento. A vítima alegou que as chaves estariam com a gerente. Quando ela chegou, também foi rendida.

Com a arma em punho, mas “demonstrando tranquilidade”, o assaltante fez com que a responsável abrisse os cofres, de onde ele subtraiu uma quantia em dinheiro estimada entre R$ 70 mil e R$ 100 mil.

Na sequência, o bandido saiu a pé pela Floriano Peixoto até o quarteirão debaixo, onde pegou um mototáxi e tomou rumo ignorado.

A casa lotérica não funcionou nesta quinta-feira (23). A porta permaneceu fechada com um cartaz informando: “Não abriremos hoje”. Durante todo o dia, Polícia Civil e Polícia Militar fizeram diligências no Centro e também na periferia da cidade. Até o início da noite de ontem, porém, o assaltante ainda não havia sido detido.

De ‘cara limpa’

A frieza demonstrada pelo assaltante é o que mais chamou a atenção dos policiais de Lins. Ao contrário da maioria dos assaltos praticados na cidade nas últimas semanas, quando geralmente os bandidos agiram em dupla, usando capacete e utilizando motocicletas, o autor do roubo desta quinta-feira agiu, em princípio, sozinho e de cara limpa. Ele chegou a ser filmado por câmeras de segurança de estabelecimentos vizinhos.

No final da tarde, a reportagem conversou com funcionários da agência de mototáxi onde o assaltante solicitou os serviços de um mototaxista. Segundo eles, ninguém percebeu nenhuma atitude suspeita. O passageiro simplesmente subiu numa das motos e foi embora. Nem os mototaxistas que trabalham no local, nem a gerência soube informar à polícia pistas sobre o destino do assaltante.

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