Fiquei abismada ao ler no jornal do dia 22/01 uma carta fazendo uma crítica bastante pesada sobre o atendimento recebido no Poupatempo. Por coincidência, estive lá exatos 4 dias antes da edição da referida carta na Tribuna do Leitor, portanto, no dia 18/01, um sábado.
Eu e meu esposo fomos renovar o RG e após muitas risadas por brincar com o rapaz da foto, "exigindo" que queria ficar igual à do primeiro RG, feito em 1975, voltamos duas vezes ao mesmo guichê, por falta de atenção de nossa parte com as instruções do rapaz. Ficamos exatamente 1 hora lá dentro, saindo de lá com o protocolo para a retirada do novo documento no dia 23 desse mês.
Fazia mais ou menos uns cinco anos que eu tinha estado lá, na época resolvi de modo satisfatório o que tinha ido resolver, e mesmo daquela vez saí encantada com o atendimento e agilidade do local! Após todo esse tempo, tive o mesmo atendimento de 5 anos atrás. De modo que quis me expressar nessa democrática coluna para comentar quem em ambas as vezes em que lá estive fui muito bem atendida por todo e qualquer funcionário, mesmo sendo o mês de janeiro, um mês atípico, devido ao enorme número de usuários, que chega a 5.000 pessoas, segundo nos disse a atendente do último guichê pelo qual passamos.
Saímos de lá comentando sobre a dificuldade que era nos "tempos antigos", perdia-se três dias ou mais andando que nem um "camelo" de baixo de sol, precisando inclusive dos serviços de um despachante para se conseguir um RG.
Hoje você resolve isso em uma hora ou um pouco mais, depende do dia e do horário em que você vai, tem a comodidade de bancos para sentar, e a educação e gentileza de várias pessoas para nos orientar, coisa que faço sempre, pedir orientação, pois eles estão já para isso, se me sentar sem falar nada, creio que eles pensarão que já tenho conhecimento de todo o processo de atendimento.
Quando vou a determinados lugares procuro me colocar no lugar de quem está me atendendo, sou muito distraída (velhice talvez?) e com frequência a pessoa tem que repetir o que acabou de dizer, ai meu cérebro acende o sinal verde de entendi. Fico a imaginar quanto desaforo e malcriação eles são obrigados a engolir sem como se defender para não perder o emprego.
Enfim, quero deixar bem claro que não estou pondo em dúvida o que ocorreu com esse cidadão, mas acredito que os elogios também fazem muita diferença na maioria das situações pois criticar é bem mais fácil quando somos a pedra ao invés da janela de vidro.
Magali Martiniak Teixeira