Tribuna do Leitor

Dever de ofício


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Como homem público, me sinto na obrigação de esclarecer alguns fatos: Em 07/01/2014 participei de um churrasco com familiares na casa de um irmão falecido, o qual considerava como pai. Naquela ocasião, acabei por extrapolar na bebida e por diversas circunstâncias me emocionei e tive a atenção de meus parentes, inclusive um sobrinho, filho do falecido irmão, que teve muita paciência comigo.

Infelizmente, para mim, existia um inimigo oculto, que de plantão a me prejudicar teria efetuado ligação anônima, onde para justificar uma abordagem policial, mentiu a meu respeito.

Ao retornar para minha casa, não me sentindo apto a dirigir, pedi que me levassem e fui atendido, mas após a saída imediatamente fomos abordados por policiais militares, ocasião em que acreditavam que iriam encontrar uma pessoa embriagada na condução do veículo, conforme a denúncia anônima, mas eu estava no banco traseiro.

Frustrada a pretensão do denunciante anônimo que me queria preso por embriaguez ao volante, restou humilhação de ter sido algemado como um criminoso e submetido à fúria de um dos policiais que me atacou com chutes e joelhadas, causando indignação tanto de minha mãe como de minha filha que presenciaram o lamentável episódio.

Após ter me atacado, o mesmo policial, vendo toda a minha revolta em decorrência da agressão, além de meu estado de embriaguez, passou a me filmar por uns 40 minutos, numa grande pressão psicológica, aguardando o melhor momento, até que eu proferi palavras impensadas e recebi voz de prisão por racismo, enquanto que o policial desviou o foco das agressões por ele praticadas. Todo esse episódio me fez lembrar Bezerra da Silva, que dizia: "Quem tem amigo negro, também é negro" e quem me conhece sabe que tenho amigo negro e, baseado nesse pensamento, também me considero negro.

Naquela circunstância, bastaria um policial se sensibilizar com a minha situação de embriaguez e evitar aquela pressão toda, que nada disso teria ocorrido. Em relação à acusação de racismo, Deus lê meu coração e sabe que gosto de pessoas, sejam negros, brancos, índios, mulatos... Com o carinho de sempre, peço que aceitem minhas desculpas.

Rogério Medina

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