Polícia

Irmãs de 14 e 15 anos acusam pai de estupro em Bauru

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Um homem de 54 anos foi preso em Bauru, neste domingo (26), após ser acusado de abusar sexualmente das duas filhas, uma garota de 14 anos e outra, deficiente, de 15 anos. O nome do acusado foi preservado por conta do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo policiais da Base Norte da Polícia Militar (PM) que atenderam a ocorrência, a denúncia chegou via Copom através da menina de 14 anos, que decidiu chamar a polícia após sofrer mais uma violência sexual do pai. A garota admitiu aos policiais sofrer agressões desde os oito anos. A mãe alegou desconhecer os fatos.

De acordo com informações passadas pelo cabo Wilson Gaia, a menina teria contado a um amiguinho das agressões que sofria. O garoto teria, então, incentivado a menina a chamar a polícia.

“Fomos até o local, encontramos o pai, que tentava se evadir, mas nós o detivemos”, apontou Gaia. “A denunciante nos contou que o pai aproveitava da ausência da mãe, para então praticar o abuso. Contou que ele chegava a tirar sua roupa, praticava sexo oral e conjunção carnal”, relatou o PM.

Mais violência

O pai é acusado também de estuprar a filha mais velha, de 15 anos, portadora de deficiência. Segundo a PM, após a denúncia da irmã, a própria adolescente confessou os atos libidinosos. Ela sofre de uma doença congênita no cerebelo que resulta em dificuldades motoras.

“Nós entrevistamos também a garota de 15 anos, que confirmou as agressões sexuais contínuas”.

O acusado foi encaminhado ao Plantão Civil, assim como as vítimas e a mãe. Todos prestaram depoimentos ao delegado plantonista, que pediu a prisão temporária do homem. Antes mesmo de depor, ele teria confessado aos PMs ser autor dos atos. Até o fim da noite, o acusado continuava à disposição da Justiça.

O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar as duas meninas na delegacia. As vítimas devem passar por exames para comprovar se houve conjunção carnal e outros tipos de agressão.

Medo e vergonha

Na ocorrência que envolve as duas garotas, as agressões já aconteciam há um tempo e só foram denunciadas agora. “Ambas alegaram ter medo e vergonha. Teve até uma vez que uma das vítimas chegou a chamar a polícia, mas por medo e vergonha, não confirmou os fatos aos policiais”, disse o PM Gaia.

O agressor, em alguns casos, além de usar da ameaça, pode também usar outra “artimanha”: seduzir as vítimas. “A garota de 14 anos nos contou que o pai, além de ameaçar, a seduzia com presentes e dinheiro”, expôs o policial.

As garotas ainda teriam dito que não contaram nada para a mãe pelo fato de ela também ser portadora de deficiência motora, alegando então que não poderia impedir o ato.

Comentários

Comentários