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Homicídios diminuem e latrocínios aumentam no Estado de São Paulo

Por Rogério Pagnan | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

O número de homicídios dolosos (intencionais) caiu em dezembro pelo nono mês seguido e fez o Estado de São Paulo fechar 2013 com 10,5 assassinatos por 100 mil habitantes, taxa semelhante à registrada antes da onda de violência ocorrida em 2012.

A queda no mês foi de 24,5%. Por outro lado, o Estado também teve o sétimo mês de alta de roubos, o aumento de casos de latrocínio (roubos com morte) e um recorde de roubos de veículos.

A queda de 8,2% no número de homicídios foi o destaque do governo durante a apresentação das estatísticas feita pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, ontem. “É um dos indicadores mais baixos da série coletada pela CAP (Coordenadoria de Análise de Planejamento). (...) Esses indicadores mostram que estamos no caminho certo”, afirmou ele.

A taxa de assassinatos no ano passado é igual à de 2010. Só não foi melhor que os resultados obtidos em 2011 quando o Estado chegou com seu melhor índice desde 2001, com 10,1 casos. Essa redução foi comemorada pelo governo porque em 2012, com uma guerra não declarada entre policiais e criminosos, as taxas voltaram a crescer e chegaram a 11,5 - o pior resultado desde 2007.

A mudança dessa tendência ocorreu após a queda do então secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, no final de 2012. Para especialistas, o ex-secretário não coibia a violência policial, o que influi nos índices de criminalidade de forma geral.

Um dos indicativos disso é a letalidade da corporação ter caído no ano passado em 39% e atingindo o menor número em 15 anos, no primeiro ano de Grella.

Do outro lado, as mortes de policiais militares caíram 23%. Em 2012, foram mortos 96 PMs - 14 de serviço e 82 no horário de folga. No ano passado, foram 74  mortes (20 de serviço e 54 de folga).


Roubos

Se São Paulo consegue controlar os homicídios, o mesmo não acontece com os roubos, que provocam sensação de insegurança. Os roubos cresceram 21% no Estado em dezembro. Quanto ao total de crimes registrados nesses anos, o aumento foi de 8%. Esse percentual representa 19.139 roubos a mais nesses 12 meses.

Na esteira dos roubos, também houve crescimento dos latrocínios - 10,2% no Estado e de 38,6% na Capital.  “Não estamos satisfeitos, principalmente em decorrência do aumento dos crimes contra o patrimônio. São graves e afetam a sensação de segurança”, afirmou Grella.

Carros

O governo paulista divulgou dados para relativizar o crescimento no número de roubos e furtos de veículos no Estado que foram em 2013, respectivamente, de 13,2% e 7,7%.

De acordo com o governo estadual, se comparada com o crescimento da frota de veículos, houve até uma queda proporcional de casos. Pelas contas do governo, se for dividido os 213.960 furtos e roubos de veículos no ano passado por um grupo de 100 mil veículos (frota de 25,6 milhões) a taxa será de 836. Ou, pelos dados da Segurança, são quatro veículos a menos do que no ano passado, quando a taxa foi de 840 veículos por grupo de 100 mil veículos. Naquele ano, a frota era de 23,3 milhões, para 195.685 roubos e furtos.

Em números absolutos, porém, foram 18.275 a mais levados pelos criminosos no ano passado em comparação a 2012. Em dezembro, houve recorde mensal de roubos de veículos com 9.644 casos.

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