Bom foi ver segunda-feira (27/01) o retorno do Jabbour e ler sobre seu quintal. Mas me parece que ele estava falando sobre mim, e do meu quintal. Os frutos, os pregos enferrujados que, às vezes, furavam nossos pés. Os pés de frutas dos vizinhos, pois muitas vezes não nos bastavam as próprias e pulávamos a cerca para pegar as frutas da "véia" Luiza, que muitas vezes curava nossos pés furados com fumo e nossa própria urina. A vizinha bonita, que gostávamos de olhar sorrateiramente.
Jabbour, ou todos os meninos e quintais tinham muita semelhança ou você morava na casa ao lado! As mesmas assombrações, que eu nunca tive coragem de enfrentar no escuro das noites, onde o vento fazia contorcer o abacateiro e o resto das árvores, perto do galinheiro, cujo poleiro já sustentava todas as galinhas e galos que dormiam. Seja o que foi que aconteceu, foi bom ver que no fundo ainda somos os mesmos, ou bem parecidos. Eu era alegre como um rio, um bicho, um bando de pardais, como um galo, quando havia... quando havia galos, noites e quintais (Belchior). Bom retorno, Jabbour.
Demerval Assis da Silva