Internacional

Jornalista da Al Jazeera preso no Egito tem recurso negado

Folhapress
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A Justiça do Egito rejeitou, nesta quinta-feira (30), um recurso colocado pelo jornalista australiano Peter Greste, da rede de televisão Al Jazeera, para que ele e sua equipe fossem liberados da prisão por não terem nenhuma acusação formal contra eles.

 

A negativa ao apelo acontece um dia após a Promotoria egípcia acusar quatro jornalistas estrangeiros do canal de notícias do Qatar e outros 16 funcionários egípcios de divulgar uma imagem falsa do país e associação ao terrorismo. Para o governo, o canal beneficiou a Irmandade Muçulmana em sua cobertura.

 

O recurso foi rejeitado por um tribunal da capital Cairo e havia sido apresentado porque nenhum dos presos recebeu uma acusação formal contra eles. Para o canal do Qatar, as acusações contra seus profissionais são "absurdas e falsas" e as considerou "um ataque à liberdade de expressão".

 

Além de Greste, foram presos o canadense Mohammed Fahmy e o egípcio Baher Mohammed. A emissora ainda tem outros dois jornalistas presos desde agosto o cinegrafista Mohammed Badr, que trabalhava para o canal da Al Jazeera ao vivo para o Egito, e Abdallah al-Shami, do canal em árabe.

 

Enquanto isso, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e outras organizações de direitos humanos denunciaram as recentes detenções e ataques sofridos por vários profissionais da comunicação, egípcios e estrangeiros, e ressaltaram que o Egito é um dos países mais perigosos para os repórteres.

 

EUA

 

A acusação da Promotoria também foi condenada pelos Estados Unidos. A porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, disse que as prisões dos jornalistas "são injustas e mostram uma falta de respeito atroz aos direitos e liberdades fundamentais".

 

Hoje (30), o Ministério das Relações Exteriores egípcio afirmou que o sistema judicial do país "garante julgamentos justos sem interferência do governo em seu trabalho".

 

Nos últimos meses, a Promotoria e a Justiça egípcia aceleraram uma série de processos contra a Irmandade Muçulmana e o presidente deposto Mohammed Mursi, adversários políticos do atual governo interino e de Abdel Fattah al-Sisi, chefe militar que conduziu a retirada do islamita do poder.

 

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