Éder Azevedo |
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Para ingressar na unidade agora, é preciso passar o dedo no leitor |
O Hospital de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), ligado à Universidade de São Paulo (USP), começou a controlar, por meio de sistema biométrico, a entrada e saída de funcionários da instituição.
O sistema, que já funciona desde a última segunda-feira, substitui de vez as antigas planilhas em papel e possibilita ao Centrinho, inclusive, o monitoramento do acesso de pacientes e demais usuários, que só poderão ingressar na unidade mediante cadastramento no sistema e liberação da catraca, que será feita por um vigilante no local.
A iniciativa, segundo explica o chefe do departamento pessoal da instituição, Marco Antônio Leite Serigatto, visa garantir mais segurança a todos que frequentam a instituição, além de maior transparência em relação aos cumprimentos de jornada dos funcionários do hospital.
“É uma ferramenta que irá impedir possíveis abusos e, principalmente, a entrada de pessoas mal intencionadas na instituição, colaborando para a segurança de todos. Como um órgão público, temos o dever de oferecer o melhor serviço à população. E aproveitamos para prestar contas e garantir que os funcionários estão cumprindo sua jornada”, frisa.
Catraca operante
Na prática, o novo sistema funciona da seguinte forma: as sete catracas – instaladas há anos nas portarias do prédio e que funcionavam apenas como barreira física – começaram a operar com a instalação de leitores biométricos, que são ligados ao sistema de cadastros.
O investimento total do equipamento e do sistema adquiridos por meio de licitação é de R$ 47.431,00.
No software, os 720 funcionários, entre médicos, enfermeiras e administradores e mais 150 alunos de especialização e pós-graduação, que frequentam as imediações do hospital, realizaram registro biométrico.
Com a nova tecnologia, para ingressar na unidade agora é preciso passar o dedo no leitor, que emite relatórios semanais sobre os horários dos funcionários.
Já para pacientes e usuários que frequentam o hospital diariamente não há leitura biométrica, mas o mesmo sistema exigirá um cadastro mais rígido do que o realizado anteriormente.
“Antes só era anotado o nome e a saída era controlada. Agora, há um cadastro com RG, nome completo, informação sobre a consulta e o registro dos horários. Só depois disso, a entrada será liberada por um vigilante, que controla o acesso na catraca”, reforça Serigatto.
Cruzamento de dados
Com os relatórios semanais, a frequência dos funcionários será analisada.
“Temos três funcionários trabalhando com isso. O sistema permitirá cruzar informações e saber, por exemplo, se o funcionário deixou o ambiente de trabalho sem registrar a saída no ponto eletrônico”, explica Serigatto.
Até meados de 2012, o controle de jornada dos funcionários da instituição era feito por meio de um boletim de frequência, uma planilha em que o próprio trabalhador marcava sua frequência.
“Ao longo dos anos, ficou impossível realizar os cálculos manuais para controlar as jornadas. Com o ponto, a conta é feita automaticamente pelo sistema. E agora, com a biometria, temos como cruzar os dados para obter dados mais precisos”, afirma Serigatto.
No Centrinho, apenas os setores de vigilância e limpeza e de conservação do prédio são terceirizados.
Outros hospitais
A implantação do novo sistema de controle de acesso no Centrinho segue uma tendência já presente em outros prédios públicos, mas se diferencia por ser o único hospital público com leitura biométrica em Bauru.
Para fins comparativos, o Hospital Estadual, por exemplo, tem um sistema de código de barras para a entrada e controle de presença dos pacientes de ambulatório. A etiqueta é colocada logo na chegada mediante cadastro.
Já o controle de funcionários é feito por meio de uma catraca eletrônica, liberada com uso de um crachá magnético, chamado de cartão de proximidade. O acesso de visitantes também é feito por meio do mesmo crachá.
Um sistema parecido é aplicado no Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
A partir do código de barras, é possível controlar no sistema a presença e todo o tempo de atendimento do paciente, entre um setor e outro.
Como fica tudo em sistema, é fácil, inclusive, confirmar a presença do paciente a partir de uma funcionária que circula pelo ambulatório com tablet, checando as ordens de chegada.
Maternidade
Na Maternidade Santa Isabel, as gestantes que entram pelo Pronto Atendimento fazem um cadastro e tiram foto digital, que é conferida principalmente no momento da saída.
A entrada e saída dos funcionários na maternidade também são feitas por meio de um crachá magnético.
