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Moradores fazem acordo para deixar casas


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O grupo de moradores que invadiu casas do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida que estão sendo construídas desde o fim de 2010, no parque Santa Cândida, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), se reuniram ontem no final da tarde com o prefeito Everton Octaviani (PMDB) para acertar um acordo para deixar os imóveis até a terça-feira.

Ontem às 16h venceu o prazo para a reintegração de posse, mas em comum acordo com advogados do Bicbanco, que gerencia a verba liberada pelo Ministério das Cidades, os moradores se comprometem a sair só na terça-feira.

A Secretaria de Assistência Social vai fazer cadastramento na segunda-feira de todos os moradores. Entre os invasores, estão famílias sorteadas pelo programa e pessoas carentes, que ficaram na lista de espera e não têm condições de pagar aluguel.

Os moradores reclamam da demora na conclusão da obra, que já foi paralisada três vezes e passou pelas mãos de duas construtoras.

O prefeito se comprometeu a se reunir na quarta-feira com representantes do banco gestor para cobrar a rescisão do contrato com a empresa, que, desde o início do ano, estaria prestando serviços no local com apenas um pedreiro e um ajudante.

No início de 2012, o abandono na construção das 60 casas do programa federal para famílias com baixo poder aquisitivo levou quatro vereadores de Agudos a protocolar representação no Ministério Público Federal (MPF) em Bauru, mas por não envolver agente federal, o caso foi remetido para o Ministério Público Estadual (MPE) em Agudos, que instaurou inquérito civil e apura o caso.

Na ocasião, o contrato com a construtora responsável pelo empreendimento foi rescindido, ela foi acionada judicialmente e o agente financeiro Bicbanco, que gerencia a verba liberada pelo Ministério das Cidades, contratou a Construlex para dar sequência aos serviços.

No ano passado, a empresa interrompeu os trabalhos, mas eles foram retomados depois que a prefeitura conseguiu liminar prevendo multa diária no caso de nova paralisação.

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