Uma pessoa querida, brincalhona, batalhadora, responsável e que acima de tudo sabia ponderar e lidar de forma sábia com questões polêmicas. Assim é descrito Assis Moreira Silva Júnior.
Entre a advocacia, ele dividia também a carreira de professor universitário e coordenador da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com a militância pela causa dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e a paixão pela religião católica.
“Ele era uma aresta entre a crença e o preconceito. Uma pessoa de todas as causas e que levava debates construtivos aonde fosse. Militava, mas não deixava a fé de lado, era ministro de eucaristia na Paróquia Universitária. O maior sonho dele era ver a comissão funcionando e, felizmente, ele conseguiu”, pontua Leandro Lopes, advogado e amigo de Assis há quase 15 anos.
A mesma descrição é feita pela irmã. “Ele era um líder nato. A vida dele se dividia entre a advocacia e a luta pelas minorias e o combate a qualquer tipo de preconceito. Era uma pessoa muito querida desde a adolescência e cheia de projetos. Já sinto saudades”, frisa Maria Fernanda Nogueira Valente Oberg.
Ao lado da militância e dos estudos, Assis também frequentava a igreja durante a semana tendo participado, inclusive, como voluntário da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento religioso realizado no Brasil ano passado com a presença do papa Francisco.
“Ele teve uma vida engajada e pautada na defesa das minorias”, reforça Alessandro Biem Cunha Carvalho, presidente da subseção Bauru da OAB.
Amigos e membros da Comissão da Diversidade Sexual da OAB de Bauru prestaram uma homenagem ao rapaz, cobrindo o caixão com uma bandeira estampada do arco-íris, símbolo do movimento LGBT. “Nós perdemos um grande amigo, a OAB um grande advogado e Bauru um grande militante”, lamenta Ana Carolina Borges, secretária-adjunta da comissão.
Além da mãe, a juíza aposentada Amélia Maria Moreira Silva, ele deixa os irmãos Renata, Maria Fernanda, Luiz Otávio, Gislene Victória, Gisela e Geisiane.