Geral

10 anos de ?curtir? e ?compartilhar?

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 4 min

O punho fechado somente com o dedo polegar voltado para cima. Nos dias de hoje, este se tornou um dos símbolos mais comuns e reconhecidos mundialmente: o “curtir”. Há 10 anos, nascia o Facebook, a rede social que se consolidou, agregou mais de 1 bilhão de usuários e tem pela frente desafios para se manter popular.

Reprodução

Facebook completa uma década hoje com o desafio de evitar a evasão dos seus usuários frente aos aplicativos móveis

O Facebook teve origem em 2004 em um dormitório da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A história de Mark Zuckerberg, o criador da rede, foi parar nos cinemas em um filme premiado. Denúncias de plágio e muita polêmica giram em torno da ideia original. Porém, o que não dá para negar é que o Facebook promoveu uma revolução na Internet.

“É a rede social que mais se consolidou. Antes, teve o Orkut, mas não teve a consolidação que o Facebook atingiu”, explica o José Antônio Milagre, advogado e perito especialista em crimes digitais.

E não é somente a incorporação das palavras “compartilhar” e “curtir” ao nosso cotidiano que selam esse sucesso. Os números comprovam que a rede social se consolidou de uma forma que impressiona. Há, nada menos, do que 1,23 bilhão de usuários. O faturamento anual chega perto da casa dos US$ 8 bilhões.

Contudo, mesmo assim, o Facebook enfrentará desafios em um futuro que bate à porta. “Há a preocupação com a evasão dos usuários. E isso ocorre por vários motivos, como pessoas que tiveram contas invadidas (leia mais abaixo), desentendimentos com outros usuários, prejuízos com a superexposição ou mesmo por quererem aproveitar o tempo de outra forma”, explica o especialista.

Ele acredita que, justamente pela popularização dos smartphones, o calcanhar de Aquiles do Facebook atualmente seja o WhatsApp (aplicativo de mensagens instantâneas pelo celular).

“É comum que as pessoas acabem até se conhecendo no Facebook e, depois, vão conversar no WhatsApp. E as pessoas não fazem as duas coisas ao mesmo tempo”, destaca Milagre, ressalvando que o Face se reinventou muito ao longo desta década.

Responsabilidades

Tudo que cresce demais e atinge muita gente preocupa. E o Facebook é um claro exemplo disso. Uma das facetas é a “onda de denuncismo” que invade a rede. Qual usuário nunca se deparou com uma postagem acusando alguém de ter maltratado um animal ou reclamando de um estabelecimento? Mas quem já checou se essas informações são verdadeiras antes de curtir ou compartilhá-las?

“Existem, na Justiça, condenações por compartilhamentos de denúncias que não são verdade. Já há, no Brasil, pessoas que foram condenadas até por curtir postagens. São responsabilidades que o usuário não imagina ter”, completa o perito José Antônio Milagre.

O diário da era atual

Lembra daquele diário que as garotas, principalmente, mantinham guardado a sete chaves antigamente? Aquele em que problemas familiares, desastres, conquistas amorosas e todo tipo de assunto eram passados em linhas e mais linhas? “O Facebook é como esses diários. A diferença é que praticamente todo mundo lê”, aponta o psicólogo e terapeuta de casais e famílias, Ulisses Chaves.

Para ele, existe uma necessidade de “troca” entre as pessoas e o Facebook se encaixa neste espaço. “É um modo de a pessoa sair um pouco do anonimato. É um modo de compartilhar a sua vida com os outros”.

O próprio psicólogo possui o seu perfil na rede social. “Eu uso mais para manter contato com familiares que estão fora do Brasil. Às vezes posto alguma notícia”, revela.

Ferramentas de segurança

Um dos principais motivos da fuga de usuários do Facebook é exatamente por conta da segurança. Contudo, a rede social oferece várias ferramentas para proteger seus usuários. “Muitas vezes, o usuário nem sabe que existem essas ferramentas”, aponta José Antônio Milagre, especialista em crimes digitais.

É só clicar no desenho de uma “engrenagem”, que fica na lateral direita superior, ir em “Configurações” e, depois, em “Segurança”.

“Uma dica básica é que a pessoa mude a senha a cada 30 dias. E ela deve ter uma senha forte com números, letras, caracteres especiais e de, no mínimo, oito dígitos”.

Além disso, há também uma opção chamada “Aprovação de login”, que, se habilitada, funciona como um duplo-fator. “Serão necessárias duas sequências para a autenticação. Além de sua senha pessoal, o Facebook vai enviar um código para o seu celular em todo acesso”.

O perito explica ainda que há modos de ver se sua conta está sendo utilizada. “Com as ‘Notificações de login’, você recebe uma mensagem quando for feito o acesso. Há também a possibilidade de verificar de onde foi o último acesso. É bom sempre estar de olho nisso”, aconselha.

Comentários

Comentários