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Tênis

Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

NADAL

Segundo os médicos, a “lesão’’ nas costas que teria afetado o desempenho do espanhol Rafael Nadal na final do Aberto da Austrália, há 10 dias, quando perdeu para o suíço Stanislas Wawrinka, não é grave. Assim, sua programação de torneios para as próximas semanas deve ser mantida. Entre esses torneios, está o “Rio Open”, a ser realizado entre os dias 15 e 23 de fevereiro. Na verdade, a suposta lesão de Nadal serviu apenas para ofuscar o primeiro título de Grand Slam de Wawrinka.  Todos os jogadores que vencem um torneio dessa magnitude pela primeira vez, se jogam na quadra, ajoelham, choram.  Jogando como estava, Wawrinka tinha tudo para vencer Nadal, com ou sem lesão, mas em razão das atitudes do espanhol restou ao constrangido suíço comemorar de forma moderada.    

FEDERER

Com Roger Federer e Stanislas Wawrinka, a suíça venceu a desfalcada Sérvia (sem Novak Djokovic, Janko Tipsarevic e Vitor Troicki) por 3x0, passando para as quartas de final da Copa Davis, pelo Grupo Mundial.  Em casa, enfrenta agora o Cazaquistão, nos dias 4, 5 e 6 de abril. Na maioria dos confrontos pelo torneio, Federer tem deixado de jogar. A prova é que desde 2004 o país não alcança as quartas de final (segunda rodada). Dessa vez, seria a mesma coisa, pois Federer havia avisado que não enfrenaria a Sérvia. De última hora, mudou de ideia, talvez  se dando conta de que ganhar mais um Grand Slam é algo que está ficando cada vez mais distante; então conquistar a Copa Davis, título que não consta em seu currículo, pode ser um dos objetivos do suíço, dono de 17 Grand Slams; ainda mais quando tem como parceiro alguém como Wawrinka.  

COPA DAVIS-1

Além da vitória da Suíça sobre a Sérvia, o Grupo Mundial da Copa Davis teve outros sete confrontos e os resultados foram: Republica Tcheca 3 x 2 Holanda; Canadá 1  x 4 Japão; Espanha (sem Nadal e David Ferrer) 1 x 4 Alemanha;  França 5 x 0 Austrália;  Inglaterra 3 x  1 Estados Unidos; Itália 3x 1 Argentina; Bélgica 2 x 3 Cazaquistão. 

COPA DAVIS-2

Pela Copa Davis, Grupo I, classificatório para o Grupo Mundial, equiparado à segunda divisão, o Brasil enfrenta “fora de casa”, entre os dias 4 a 6 de abril, o Equador, que no último final de semana venceu a Venezuela. Quem ganhar, enfrenta o vencedor de República Dominicana e Colômbia, na final do Grupo 1.  O país campeão conquista o direito de disputar o play-off contra um perdedor de primeira rodada do Grupo Mundial.

BRASIL OPEN

A empresa Koch-Tavares, organizadora do “Brasil Open de Tênis’’, um dos mais tradicionais e importantes torneios de tênis do Brasil, convidou o suíço Stanislas Wawrinka, atual campeão do Aberto da Austrália e terceiro do mundo, para participar do torneio. O convite foi feito através do agente do tenista, Lawrence Frankopan.  Competência e know-how para trazer Wawrinka, a Koch-Tavares tem de sobra: Está no mercado desde 1972, tendo organizado inúmeros eventos esportivos no Brasil e até campeonato de esqui na Suíça. O que se espera é que esse convite tenha sido com a real finalidade de trazer um nome de “peso” ao evento, e não apenas, uma jogada para por o nome do torneio na mídia. O Brasil Open acontece no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 22 de fevereiro a 2 de março.

RANKING

Conforme ranking atual, o suíço Roger Federer ocupa a oitava posição, sua pior colocação desde outubro de 2002, quando também ocupou a mesma classificação. Na primeira posição, continua o espanhol Nadal, seguido pelo sérvio Novak Djokovic, na segunda, do suíço Stanislas Wawrinka, na terceira, do argentino Juan Del Potro, na quarta e do espanhol David Ferrer na quinta posição. O brasileiro melhor classificado em simples é João Souza (Feijão), na 117ª posição, seguido por Thomaz Bellucci, na 125ª. Em duplas, os mineiros estão entre os cinco primeiros.  Bruno Soares, na terceira posição e Marcelo Melo, na quinta.  A pernambucana Teliana Pereira, na 92ª posição, é a brasileira melhor colocada, nas simples.

DICA

Para a execução de um voleio curto (“deixadinha”), saiba que: 1- Assim como em todos os voleios, imagine que logo atrás de você existe uma parede, então faça uma preparação de golpe curta, senão baterá com a raquete na “parede”. 2- Na preparação, abra levemente a face da raquete como se fosse dar um ‘slice’ (tipo de efeito que a raquete toca na bola de cima para baixo). 3- Ao tocar na bola, interrompa o movimento e relaxe o pulso para que possa tirar a velocidade da bola. Faça uso dessa jogada como variação ou quando o adversário estiver bem no fundo da quadra.

CURIOSIDADE

A última participação do gaúcho Thomaz Koch em Copa Davis foi em 1981. Mesmo depois de tanto tempo, segue na décima posição em número de participações no torneio. Disputou 44 confrontos, com 46 vitórias e 32 derrotas em simples. Em duplas, venceu 28 jogos e perdeu outros 12. Até a chegada de Gustavo Kuerten - Guga, Koch era o maior ídolo do tênis brasileiro de todos os tempos. Jogou nas décadas de 70, 80 e 90.  O recordista de participações e número de vitórias continua sendo o italiano Nicola Pietrangeli, com participações em 66 confrontos, sendo que em simples venceu 78 jogos e perdeu outros 32. Em duplas, venceu 42 jogos e perdeu 12. Pietrangeli jogou nas décadas de 50, 60 e 70. Em razão dos altos prêmios pagos pelos torneios atualmente, a grande maioria dos principais jogadores se esquivam de representar seus países na Copa Davis, para não se desgastarem fisicamente, sendo que a maior reclamação deles é que os jogos são em melhor de cinco sets. Por ser o único torneio onde os tenistas estão representando seus países, a pressão sobre eles aumenta, e o desgaste físico e mental também.

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