Nacional

Mercadante promete atuação discreta na Casa Civil

Por Flávia Foreque e Tai Nalon | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Em seu primeiro discurso como ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante prometeu uma atuação discreta à frente da pasta, e adotou tom humilde ao afirmar que a Casa Civil não está acima dos demais ministérios da Esplanada.

 

"Minha gestão no comando da Casa Civil combinará discrição, portanto, a imprensa se prepare para este período com trabalho, trabalho e mais trabalho", afirmou hoje em cerimônia no Palácio do Planalto. O petista substitui Gleisi Hoffmann, que deixou o cargo para disputar o governo do Paraná.

 

Mercadante reconheceu que a pasta "tem crescido em complexidade e relevância como órgão de assessoramento presidencial". "O que, contudo, não a coloca em plano hierarquicamente superior aos demais ministérios nem me confere prerrogativas autônomas que não sejam diretamente derivadas e determinadas pela autoridade presidencial. Assim, a Casa Civil é sobretudo um órgão de consulta, articulação, mediação, contribuindo para o processo de tomada de decisão" completou.

 

Sem citar nomes, o ex-ministro da Educação afirmou que a pasta já foi ocupada por "grandes figuras da República". Além da própria presidente Dilma Rousseff, os petistas José Dirceu, envolvido no escândalo do mensalão, e Antonio Palocci também passaram pela chefia da pasta.

 

Além de tecer diversos elogios à presidente Dilma, Mercadante também lembrou do ex-presidente Lula, "um grande líder que nos inspira em tudo que fazemos".

 

Defesa da economia

 

Em discurso preparado para a cerimônia, Mercadante defendeu a política econômica do governo da presidente Dilma diante do cenário internacional e criticou o "Brasil que tínhamos há pouco tempo".

 

"Nosso país está em franco contraste com a maioria das nações mais desenvolvidas e com seu próprio passado, porque mantém a estabilidade com crescimento do emprego e sobretudo a redução das desigualdades sociais", argumentou.

 

O novo ministro da Casa Civil afirmou ainda que o país adotou ainda um "inegociável e irredutível compromisso com o controle da inflação". "Pelo 10º ano consecutivo, a inflação se situou dentro da banda da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional", completou.

 

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