Famílias começaram a desocupar, na manhã desta terça-feira (4), as moradias do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, que foram invadidas na última quinta-feira (30), no Parque Santa Cândida, em Agudos (13 quilômetros de Bauru). O pedido de reintegração de posse foi feito à Justiça pelo banco responsável.
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Malavolta Jr. |
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Moradores ocuparam casas que estão com obras paradas desde o ano passado |
De acordo com uma das ocupantes, Roseli Faustino, apenas seis famílias retiraram seus pertences dos imóveis. “São poucos que têm para onde ir. Eu e mais 35 pessoas ainda estamos no local até arrumarmos lugar”, conta.
Segundo a Polícia Militar (PM), as famílias que deixaram as moradias se dirigiram para a prefeitura para protestarem o pedido de reintegração. Uma equipe policial acompanha o grupo e, até o momento, a manifestação segue pacificamente.
Conforme o JCNet publicou, dezenas de famílias invadiram moradias do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, que estão sendo construídas desde o fim de 2010. Elas reclamam da demora na conclusão da obra, que já foi paralisada três vezes e passou pelas mãos de duas construtoras.
Na próxima semana, a prefeitura irá se reunir com representantes do banco gestor para cobrar a rescisão do contrato com a empresa, que, desde o início do ano, estaria prestando serviços no local com apenas um pedreiro e um ajudante.
No início de 2012, o abandono na construção das 60 casas do programa federal para famílias com baixo poder aquisitivo levou quatro vereadores de Agudos a protocolar representação no Ministério Público Federal (MPF) em Bauru.
Na ocasião, o contrato com a construtora responsável pelo empreendimento foi rescindido, ela foi acionada judicialmente e o agente financeiro Bicbanco, que gerencia a verba liberada pelo Ministério das Cidades, contratou a Construlex para dar sequência aos serviços.
No ano passado, a empresa interrompeu os trabalhos, mas eles foram retomados depois que a prefeitura conseguiu liminar prevendo multa diária no caso de nova paralisação. Porém, apesar de mais de três anos de espera, as moradias não foram concluídas.
Segundo o prefeito Everton Octaviani (PMDB), até o Natal, a obra era executada normalmente. Desde o início do ano, no entanto, apenas um pedreiro e um ajudante estariam trabalhando no local. Irritadas com o atraso, cerca de 60 pessoas invadiram as residências.
