Cultura

Talento gospel

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 4 min

Tentar transmitir a emoção do sacrifício de Cristo por meio de sua envolvente interpretação, letra e lugares inspiradores. E levar uma mensagem de fé, de resgate da autoestima e incentivo, principalmente, aos jovens. Com uma voz marcante, esse é o trabalho do compositor e cantor Wellington Santos, que também alia em suas músicas melódicas o rap e, hoje, lança seu segundo CD .

Divulgação

Músico bauruense desponta em redes sociais com vídeos que combinam letras cantadas e faladas do rap; segundo CD será lançado hoje

As canções do bauruense de 28 anos são voltadas para o público jovem. O intuito é mostrar caminhos alternativos longe das drogas, pregando o respeito a si próprio e ao próximo. Em seus clipes, mostra lugares abandonados, como um prédio inacabado em Bauru e espaços da antiga Estação Ferroviária de Botucatu - locais, inclusive, que abrigam usuários de drogas.

É o caso de “É você” – a canção fala de autoestima, esperança, superação e fé. O videoclipe, lançado nas redes sociais Facebook e YouTube , contou com as participações de músicos de Bauru, como Amauri Muniz, Caio Santos, Tinha Dias, Welton Santos (também irmão e assessor de Wellington), Hudson Alves, Eliel Rodrigues e o rapper Dijo. Já o rapper D’Bronx foi o responsável pela direção e edição do clipe – que integra o novo disco do músico.

Junto com Wellington, o também produtor D’Bronx escolheu lugares estratégicos que retratassem aspectos da canção. “Os lugares abandonados retratam a verdade do ser humano nos dias de hoje, que se encontra desamparado, sem cuidado, sem carinho, precisando de amor e compreensão. A ideia é retratar mesmo a realidade que a humanidade vive, porque hoje certos princípios e valores têm sido deixados de lado, principalmente o respeito ao próximo. Então, tento expressar isso não só nas imagens, mas nas letras”, destaca Wellington, que participa de projetos sociais e ministra aulas de música como voluntário para crianças e adolescentes no projeto Pequenos Obreiros de Curuçá (POC). “Acredito que a música tem poder de ressocialização muito grande”, aponta.

Em meio a uma das cenas de gravação de “É você”, Wellington se recorda de uma cena um tanto surpreendente. “Estávamos gravando o clipe e alguns jovens que estavam ali se drogando pararam para ouvir a música, e então pararam de fazer o que estavam fazendo e no final nos aplaudiram! Isso pra mim foi muito marcante!”, recorda o músico.

Carreira

O artista conta que começou cantando em um grupo de pagode, “Arte Marrom”, com apenas 14 anos, através de incentivo de familiares. “Cantava em bares, em outras cidades, mas vi que não era isso que queria”, relata. “Fui tocado por um lado espiritual quando ouvi uma canção que uma vizinha estava ouvindo, e a letra dizia que ‘desde o ventre da sua mãe, Deus já tinha te escolhido’. Isso não saiu da minha cabeça e foi então que decidi conhecer esse lado evangélico, cristão, e então acabei entrando nesse meio – com 15 anos comecei a frequentar a igreja e a me envolver”, recorda.

Nesse meio tempo, Wellington participou do grupo de hip hop “Guerreiros da Luz”, e então teve contato com rappers. “Depois de um tempo, cada um seguiu carreira solo, e eu também segui, mas dentro da minha área, que é o soul, a black music”, disse.

O cantor e compositor já se apresentou nos anos de 2011 e 2013 na Grand Expo, em Bauru. No palco, ele é acompanhado por banda. “Estamos buscando fazer mais apresentações, e assim poder viver só disso, é o nosso sonho”, afirmou.

Serviço

Para saber mais sobre o trabalho do artista, acesse a página no Facebook – “Wellington Santos (Nene)” ou o canal no Youtube - “Wellington Santos”.  Contatos com o artista: (14) 99785-8057

Novo CD

Uma novidade na carreira de Wellington Santos é o lançamento de seu segundo CD, que será lançado nesta quarta. O disco, intitulado “Vida pela Cruz” (foto acima), traz dez faixas, incluindo os “carros-chefes” “É você” e “Vida pela Cruz”. Será vendido por R$ 5,00. O primeiro CD, lançado em 2010  – “Madrugada” – também segue a linha gospel.

Um dos destaques do trabalho do músico é a participação de rappers em suas músicas. Ele conta que essa “junção” foi possível devido à vivência que já teve com o rap e o movimento hip hop, quando participou do grupo “Guerreiros da Luz”.

“Como tive esse envolvimento com os rappers, faço minha música também me baseando nessa vivência. Foi fácil encaixar. Mesmo sendo soul, uma música mais cantada e melódica, procuro falar da realidade, mas não na forma falada do rapper, e sim cantada. E então a música conta também com trechos no estilo rap, com letras gospel.”

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