Antônia (nome fictício), 50 anos é a típica brasileira, lutadora. Trabalha à noite no setor de limpeza de uma grande empresa. Seu turno começa às 23h e termina às 6h da manhã. Faz sacrifícios para criar o filho. Agora é mais um número na estatística de roubos e vítima da onda de assaltos nas ruas de Bauru. E voluntariamente mais uma desempregada. Não vai trabalhar mais à noite, para não se expor mais ao perigo.
Na noite do último sábado, por volta das 22h30, ela caminhava para a parada de ônibus da avenida Pedro de Toledo, na quadra 1, para tomar a segunda condução que a levaria para o trabalho. Já havia cumprido metade do trajeto, pois saíra do Pousada I.
E eis que é surpreendida por dois bandidos, sendo que um deles lhe deu uma gravata no pescoço por trás e outro subtraiu R$ 50,00 e o passe escolar de seu filho, que estavam no bolso da calça.
Eles queriam tomar a sua bolsa, mas ela reagiu e lutou. Com isso, os homens a soltaram e fugiram pulando uma mureta e foram no sentido da linha férrea.
Antônia sabe que fez mal em reagir. Mas agora, passado o susto, tomou uma decisão: já avisou que não trabalha mais à noite. Vai sair do emprego. Ao patrão, já avisou que não vai mais.