O Parlamento da Turquia aprovou ontem uma lei que autoriza o governo a bloquear qualquer site sem pedir autorização à Justiça.
O texto é ratificado pelo Legislativo em meio à pressão provocada pelas denúncias de corrupção contra integrantes do gabinete do premiê, Recep Tayyip Erdogan.
Com a medida, as operadoras devem bloquear uma página até quatro horas depois de receberem a ordem da Diretoria de Telecomunicações, órgão que fiscaliza a Internet.
As empresas também terão que guardar por dois anos os históricos de Internet de seus usuários, para verificações futuras do governo.
A lei, que ainda passará pela sanção do presidente Abdullah Gül, aprofunda os bloqueios aprovados em 2007 pelo Parlamento turco.
Antes, um site só podia ser proibido após decisão judicial, o que levava 24 horas.
Nos sete anos em que a lei está em vigor, cerca de 40 mil páginas foram proibidas.