Ao interpretar o personagem-título em “Operação Sombra - Jack Ryan”, que estreia hoje nos cinemas bauruenses, Chris Pine (“Além da Escuridão: Star Trek”) recebe um verdadeiro legado. Ele é o quarto ator a representar o personagem, que já passou pelas mãos de Alec Baldwin (“Caçada ao Outubro Vermelho”, 1988), Harrison Ford (“Jogos Patrióticos”, 1992, e “Perigo Real e imediato”, 1994) e Ben Affleck (“A Soma de Todos os Medos”, 2002).
Ao colocar um ator jovem como o personagem e contar as suas origens (subvertendo aliás, a lógica do original, criado por Tom Clancy, que morreu no ano passado), deixa-se claro que este é um ecomeço da franquia e mira no público jovem - aquele que nem era nascido quando Clancy criou Ryan, em meados da década de 1980.
Analista da CIA, Ryan é um jovem estudante de economia quando acontecem os ataques às Torres Gêmeas em 2001. Originalmente, o personagem nasceu em 1950, mas aqui estamos começando do zero. O roteiro, assinado pelo estreante Adam Cozad e David Koepp (“Anjos e Demônios”), mostra como surgiu esse agente que, mesmo mantendo diversos fatos (acidente com helicóptero, trabalho como corretor de ações), muda circunstâncias e localizações.
Guerra Fria
Se o fim da Guerra Fria diminuiu a potencialidade dos russos como vilões, o presidente russo e ex-membro da KGB Vladimir Putin parece ter novamente encorajado o retorno a essa aura maligna no cinema - vide os recentes “Homem de Ferro 2”, “Jack Reacher” ou “Duro de matar: Um bom dia para morrer”. Aqui, o russo malvado de plantão é o ator britânico Kenneth Branagh - também diretor do filme -, que interpreta Viktor Cherevin, um típico vilão do gênero, rico até não poder mais, que vive cercado de guarda-costas e tem uma empresa cujo sistema de dados é de segurança máxima.
Ryan não é um super-herói ao modo dos quadrinhos, com poderes especiais. Sua maior habilidade é o talento para os computadores, daí ser recrutado para trabalhar para o governo. Um convite, se é que assim deve ser chamado, que não pode ser negado, feito por um veterano num uniforme naval, Thomas Harper (Kevin Costner).
Já o interesse amoroso do herói é vivido por Keira Knightley, uma médica que o ajuda a se recuperar depois de perder os movimentos das pernas num acidente no Afeganistão.
‘Uma Aventura Lego’ diverte
Emmet é um sujeito comum. Acorda cedo, pega o seu guia para uma vida feliz e alegre e segue à risca as regras, que envolvem vestir roupas e cumprimentar aos vizinhos. Ele é um peão de obra ingênuo e feliz na sua ignorância.
Pouco importa que o mundo onde vive é dominado por um ditador que atende pelo nome de Senhor dos Negócios. E o fato de ser um pequeno brinquedo de plástico parece não ser um problema. Ele é o protagonista da animação “Uma Aventura Lego”.
Emmet e seus semelhantes vivem subjugados por um ditador que, agora com uma arma poderosa, pretende acabar com os movimentos de quem o desafiar. Uma profecia, no entanto, diz que o homem que encontrar a Peça de Resistência será capaz de acabar com os poderes do Senhor.
Saga de Hércules recontada
Doses maciças de efeitos especiais, cenários artificiais e uma forte aparência de videogame. Assim é o cinema de ação atual em Hollywood, assim é este novo “Hercules”, outra estreia dos cinemas bauruenses. Mas seriam esses problemas poderosos o suficiente para destruir a história desse herói da mitologia grega?
O finlandês Renny Harlin, diretor do competente “Duro de Matar 2” (1990), sucumbe aos efeitos que param e aceleram a imagem, efeitos surgidos com “Matrix”. De 1961 para cá, ganhou-se em tecnologia mais ou menos o que se perdeu em cinema. Como “Hercules” tem apenas 99 minutos, esses efeitos não chegam a destruí-lo. Ainda mais porque Harlin demonstra habilidade nos momentos dramáticos.
Hercules (Kellan Lutz) é um semideus, filho da rainha Alcmena com Zeus. Renegado pelo rei Anfitrião como fruto de uma relação adúltera da rainha, é vendido como escravo após uma batalha suicida para o qual fora mandado. Na base do muque, o herói passa a buscar seus direitos como príncipe e o reencontro com a amada Hebe (Gaia Weiss), que foi prometida a seu irmão mais velho, o aprendiz de tirano Íficles.