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Furto de hidrômetros gera alerta

Por Cinthia Milanez | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos/Quioshi Goto

Paulo Roberto Xavier teve o hidrômetro furtado; agora, mostra cadeado

Há quatro meses, o hidrômetro de um barracão localizado na quadra 2 da rua Jorge Schneider Filho, no Parque Paulista, foi furtado. Como o espaço estava sem uso, o proprietário Paulo Roberto Xavier só foi substituir o equipamento nesta semana, quando conseguiu alugar o imóvel.

Ele gastou R$ 190,00 referentes à troca do hidrômetro e à solda do cadeado, de forma a evitar uma possível reincidência.

Em relação às contas de água atrasadas, Paulo recebeu cobranças que totalizam R$ 1.433,28, cada uma no valor de R$ 477,76 por mês, desde que o equipamento de medição foi furtado. Mesmo sem utilizar água no imóvel por quatro meses, o proprietário teve um prejuízo de R$ 1.623,28.

“Isso não é justo. Eu deveria pagar a taxa mínima da conta de água, porque não utilizei o líquido no meu barracão. Ele ficou vazio e sem uso por quatro meses, desde quando teve o hidrômetro furtado. Eu só não substituí o equipamento imediatamente porque o imóvel estava sem uso e por medo de que houvesse uma reincidência”, frisa.

O proprietário do barracão foi orientado a registrar um boletim de ocorrência (BO) sobre o furto do hidrômetro e a entrar com um recurso junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) para ser dispensado do pagamento desse valor de R$ 1.433,28, referente aos quatro meses que ficou sem o equipamento no imóvel.

De acordo com Sidnei Guerra, diretor de Serviço de Hidrometria Agregada da autarquia, Paulo deveria ter comunicado o DAE assim que teve o hidrômetro furtado do barracão.

Ele teria duas opções: solicitar o corte de água do imóvel ou substituir o equipamento. Como isso não foi feito, a autarquia cobrou uma taxa de R$ 477,76 por mês, que corresponde ao valor mínimo, previsto na regulamentação do DAE, para estabelecimentos comerciais sem hidrômetros.

“Paulo registrou um BO e entrou com um recurso junto ao DAE nesta semana. Uma solução seria acompanhar o consumo de água do barracão com esse novo hidrômetro por 30 dias e, com base nisso, fazer uma média dessas contas que ficaram para trás”.


Orientações

O diretor de Serviço de Hidrometria Agregada do DAE, Sidnei Guerra, afirma que furtos ou danos a hidrômetros são esporádicos em Bauru, ou seja, não têm uma frequência em determinado bairro.

Por outro lado, Guerra acrescenta que a autarquia conseguiu identificar três locais em que esse comportamento seria um pouco mais comum: o Centro, o Jardim Bela Vista e o Parque Bauru.

“Furtos ou danos de hidrômetros são esporádicos por aqui. Em uma semana, por exemplo, vândalos furtam 10 ou 15 hidrômetros em determinado bairro e este fica vários meses sem apresentar caso algum de furto. Depois de um tempo, os casos aparecem em outros bairros”, complementa.

Guerra orienta a população sobre casos de furto ou dano aos hidrômetros, que são de responsabilidade dos proprietários das residências ou dos estabelecimentos comerciais. Em ambas as situações, o recomendado seria fazer um boletim de ocorrência (BO).

Logo depois, os proprietários devem substituir os hidrômetros e informar a autarquia. No caso de imóveis vazios ou fechados, o indicado seria solicitar o corte do abastecimento de água.

Guerra recomenda ainda que os proprietários instalem uma caixa de proteção junto aos equipamentos de medição. Ele também informa que o DAE está analisando o caso de mudar o padrão das caixas dos hidrômetros, a serem feitas com ferro galvanizado ou PVC, materiais mais resistentes à ação de vândalos.

 

Serviço

Em casos de furto ou dano a hidrômetros, os proprietários das residências ou dos estabelecimentos comerciais devem fazer um boletim de ocorrência, substituir os equipamentos e informar o DAE por meio do 0800-7710195, que recebe ligações apenas de telefones fixos, ou do (14) 3235-6157, para ligações feitas por celulares.

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