Esportes

Jogos de Inverno: império do gelo


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Lucy Nicholson/Reuters

Jaqueline Mourão foi porta-bandeira do Brasil

Uma falha tecnológica marcou, ontem, a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia. Logo no início da festa, cinco estrelas gigantes de Led desceram da cobertura do estádio. Elas deveriam se expandir e dar lugar a arcos, mas uma delas falhou. Assim, na montagem dos anéis olímpicos, ficou faltando um deles, exatamente o que representa o continente americano - o vermelho.

A falha foi o único ponto negativo da bela festa organizada pelos russos. O evento teve como um dos destaques a forma com que foram apresentados os países enquanto as delegações nacionais entravam no estádio. No centro do gramado, uma projeção mostrava, em alta definição, o mapa dos países no mesmo momento em que as respectivas delegações iam ingressando no estádio.

Entre as delegações que mais chamaram a atenção, destaque para a alemã, por conta do seu uniforme multicolorido, e também para a da Venezuela. Antonio Jose Pardo Andretta, único representante do país sul-americano, se divertiu muito carregando a sua bandeira, em uma felicidade radiante.

O Brasil participou da cerimônia com 12 dos seus 13 atletas. A única ausência foi o esquiador Jhonatan Longhi, que só chega a Sochi daqui a uma semana. Maya Harrisson, também atleta do esqui alpino, entra na Vila Olímpica no mesmo dia. Mas ela foi a Sochi para participar da cerimônia de abertura, voltará para casa, em Genebra, e depois seguirá de novo para a Rússia no dia 14.

Diferente do que costuma acontecer nas cerimônias de abertura nos Jogos de Verão, em Sochi os atletas entraram no estádio Olímpico antes da principal parte artística da festa. Como apenas cerca 3 mil competidores estarão em Sochi (menos de um terço do que foi a Londres), foi mais fácil acomodá-los nas arquibancadas, deixando o campo livre para as apresentações.

Na festa, como de praxe, os russos lembraram de sua história e tentaram mostrar que também fazem parte de uma nova era de inovação tecnológica.

Ao som do “Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, bailarinos representaram pombas da paz. A bandeira olímpica chegou conduzida por oito celebridades russas, como Valentina Tereshkova, primeira mulher a ir ao espaço, e hasteada. Após a execução do hino olímpico, foi feito o juramento dos atletas, juízes e treinadores.

No fim da cerimônia, a tocha olímpica passou, entre outras, pelas mãos de Maria Sharapova e da embaixadora dos Jogos, Yelena Ysinbayeva, que não escondeu a barriga de grávida. Ela foi acesa pela ex-ginasta Alina Kabaeva e pelo ex-lutador Alexander Karelin, dois dos maiores ídolos do esporte olímpico russo.


 

CBDG/ Divulgação

Novo trenó do bobsled brasileiro será azul e branco

Agora somos o “Gelo Tropical”

Depois de aparecer na pista olímpica de Sochi durante um treino com uma versão vermelho descascada em seu trenó usado, comprado junto ao time de Mônaco, os brasileiros ganharam uma nova cara. Nada de amarelo, como nas participações anteriores, marcadas pelo apelido de “Bananas Congeladas”. Agora, o trenó do bobsled brasileiro é azul.

A Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) apresentou, em sua página na Internet, a pintura que será usada pelas equipes masculina (quatro homens) e feminina (dupla). O trenó terá a predominância do azul e carregará o símbolo da entidade.

Segundo a confederação, uma questão de logística entre a viagem dos trenós para a Rússia e o início dos treinos oficiais impediu a pintura com antecedência. A entidade informou ainda que a nova versão do trenó brasileiro deve ser observada nos próximos dias em Sochi.

Com o azul predominante, a equipe foi rebatizada de “Gelo Tropical”, abolindo de vez o amarelo dos “Bananas Congeladas”.

O bobsled brasileiro entra em cena apenas no dia 18. A primeira brasileira a entrar em cena em Sochi será Jaqueline Mourão, que disputa o biatlo amanhã.

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