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Pista pode matar, diz esquiador norte-americano em Sochi

Por Martyn Herman | Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

O esquiador Bode Miller expôs os perigos que muitos de seus colegas enfrentam na disputa pelo ouro no domingo, ao afirmar que a traiçoeira pista de Rosa Khutor "pode matar".    

O veterano norte-americano cravou uma velocidade de 132,59 quilômetros por hora e liderou as tabelas na terceira e última bateria de treinos da prova masculina de downhill, mas ficou claramente abalado depois de ver o colega de equipe Marco Sullivan escapar por pouco de uma colisão séria.

             

Sullivan perdeu o controle em uma seção mais plana depois do temido salto Bear's Brow e seguia em alta velocidade rumo a uma cerca de segurança de plástico vermelho de aparência frágil quando desviou e abandonou o trajeto.

             

Momentos antes, o esloveno Rok Perko caiu com força e saiu com o nariz sangrando. Dez esquiadores não conseguiram completar o trajeto da pista de 3.495 metros.

             

"Não me matar era o (objetivo) principal", disse Miller a jornalistas depois de uma demonstração impressionante de velocidade e controle pelas reviravoltas de uma pista que disse ser "rápida pra caramba".

             

"É muito traiçoeira. Essa pista tem dentes em todo canto. O topo é agressivo, as velocidades são tão altas e as curvas tão ondulantes e esburacadas que você pode se desequilibrar em qualquer lugar."

             

"Vocês viram Marco hoje. Não parece, é um lugar inócuo e não há nada lá, mas ele quase se matou. Se a queda não acontecesse daquele jeito, ele teria voado nas redes B a 121 quilômetros por hora e direto nas árvores".

             

"Aquele ângulo em que ele seguia é a pior área de escape do percurso inteiro, e é umas dessas coisas que, se você não estiver totalmente concentrado e prestando atenção, pode te matar nessa pista".

           

 

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