Internacional

Pela democracia, opositores voltam a se reunir em Kiev

Folhapress
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Cerca de 70 mil manifestantes da oposição ao governo ucraniano voltaram a se reunir ontem na Praça da Independência, em Kiev. Os protestos por mais democracia já duram cerca de 80 dias.

“Esperamos que o poder faça concessões e que os acordos com a oposição consigam resultados’’, disse Oleksander Zaverukha, um dos manifestantes à reportagem.

“O poder não conhece o ambiente daqui. Estamos decididos a permanecer até o fim’’, acrescentou.

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovytch, enfrenta pressões de diversos lados para resolver a crise política no país.

A mais explícita vem da Rússia, que lhe ofereceu uma ajuda financeira de US$ 15 bilhões (11 bilhões de euros) e um terço de redução do preço do gás russo depois que Yanukovytch rejeitou um acordo de associação com a União Europeia para se aproximar de Moscou.

Yanukovytch e seu colega russo, Vladimir Putin, se reuniram na noite da última sexta-feira, em Sochi, na Rússia onde é realizada a Olimpíada de Inverno, embora nenhum aspecto da conversa tenha sido divulgado.

Ajuda condicionada

A expectativa de Rússia, União Europeia e os Estados Unidos é de que Yanukovytch aponte um novo primeiro-ministro para substituir Mykola Azarov, que renunciou ao cargo em 28 de janeiro.

A ajuda dessas partes à Ucrânia dependerá da eleição do novo chefe de governo no país.

A maior dificuldade de Yanukovytch é encontrar um nome capaz de agradar tanto a União Europeia quanto a Rússia.

Os países ocidentais afirmam que também podem oferecer ajuda substancial a Kiev, mas também se mostraram favoráveis a várias sanções contra o presidente ucraniano.

Os Estados Unidos  apostam na ajuda através da aproximação da Ucrânia com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ucraniano que tentou sequestrar um avião e desviá-lo para Sochi (Rússia), anteontem, queria pressionar pela soltura de manifestantes antigoverno em seu país.

De acordo com as autoridades turcas, Artem Hozlov, 45 anos, agiu provavelmente sozinho e não possuía ligações com movimentos terroristas.

 

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