Regional

Colisão deixa dois mortos em rodovia de Pederneiras

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 2 min

Uma colisão envolvendo carro e motocicleta deixou duas vítimas fatais, na noite deste domingo (9), em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru). O acidente aconteceu no quilômetro 154 da rodovia César Augusto Sgavioli (SP-261), por volta das 23h20.

De acordo com o Policiamento Rodoviário, F.R.J (somente as iniciais foram divulgadas) trafegava em um Gol, sentido Boraceia-Pederneiras, quando, ao fazer uma ultrapassagem, colidiu frontalmente em uma motocicleta, que seguia em sentido oposto.

Com o impacto da colisão, Adriano Coelho, 26 anos, e Valmir de Freitas da Silva, 25 anos, que estavam na moto, não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Em função do acidente, a polícia não sabe especificar quem estava conduzindo a motocicleta. Após a colisão, o motorista do carro fugiu sem prestar socorro.

A Polícia Militar Rodoviária foi acionada para atender a ocorrência e, durante o atendimento, o motorista retornou ao local. Indagado, ele alegou que teria ido procurar ajuda após o acidente.

Ainda de acordo com a polícia, F.R.J. foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,62 mg/l e constatou seu estado de embriaguez. Diante dos fatos, o motorista foi encaminhado ao Plantão Policial, onde foi autuado por homicídio com dolo eventual e foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

Homicídio com dolo eventual

Segundo o delegado Adriano Crês, homicídio doloso na modalidade dolo eventual é quando a pessoa assume o risco de evento danoso, no caso, morte. Essa autuação, de acordo com ele, é inovadora.

"O condutor, ao ingerir bebida alcoólica acima dos níveis permitidos, assume o risco de produzir um resultado danoso, qual seja, a morte. Neste caso, há uma antecipação do dolo para o momento em que o agente quis, voluntariamente, ingerir bebida alcoólica ou substância psicoativa antes de dirigir veículo automotor, assumindo, assim, o risco de produzir um resultado danoso. A sociedade não aguenta mais presenciar pessoas morrendo decorrente da conduta de motoristas embriagados. É preciso por um basta", afirma.

 

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