Economia & Negócios

Mercado eleva previsões para juros em 2014 e 2015

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Ilustração

Mercado eleva previsões para juros em 2014 e 2015

Mesmo com a perspectiva de uma inflação mais branda para o final deste ano, economistas de mercado acreditam que o processo de elevação de juros levará a taxa básica a 11,25%. Há um mês, os economistas projetavam Selic de 10,25% para este ano.

 

A previsão para os juros vem aumentando com a recente mudança no cenário internacional, em que os países emergentes enfrentam saída de recursos e pressão em suas moedas.

 

Os dados são do Boletim Focus, levantamento semanal do Banco Central com cerca de cem instituições financeiras do país.

 

O relatório de hoje traz também previsão mais elevada para os juros no próximo ano. A expectativa foi revisada para cima pela segunda semana seguida e agora é de 12% para 2015.

 

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sugeriu recentemente a alta dos juros como alternativa para os países emergentes estancarem a recente fuga de capitais para economias maduras em recuperação. Taxas mais altas podem deixar o país mais atrativo aos investidores estrangeiros.

 

A revisão da perspectiva para os juros no Brasil se deu apesar da previsão mais otimista para a inflação em 2014. A expectativa agora é que o IPCA, índice referência para as metas do governo, encerre o ano em 5,89%, ante 6% na semana anterior.

 

Na semana passada, a inflação de janeiro surpreendeu positivamente o mercado com o resultado mais baixo para o mês em cinco anos graças ao menor impacto do reajuste da gasolina e de uma retração nas passagens aéreas.

 

Ainda assim, analistas continuam a prever um ano difícil para a atividade econômica, com crescimento de 1,9% (praticamente o mesmo patamar da semana anterior) e desempenho modesto para a indústria. A expectativa para a produção industrial foi revisada para baixo, de 2% para 1,93%.

 

O dólar, uma das frentes de pressão inflacionária, deve terminar o ano em R$ 2,47, segundo as previsões dos analistas. Em 2015, iria a R$ 2,53.

 

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