João Rosan |
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Concessionária pede à população para evitar desperdício de água até na lavagem de louça |
Os moradores de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) receberam alerta para não desperdiçar água. A falta de chuvas reduziu o vazão do rio Pardo, na represa do Mandacaru, manancial utilizado para abastecer o município. A água captada no rio é direcionada ao tratamento, seguindo aos centros de reservação para distribuição às moradias. O comportamento do sistema depende dos índices de chuvas nos próximos dias, informou ontem a Sabesp.
Há ainda como reflexo do calor o aumento de consumo, que superou os 200 litros por habitante/dia, quase o dobro do recomendado pela ONU (de 110 litros por habitante/dia).
Em janeiro, as chuvas também ficaram bem abaixo da média, em 87,8 milímetros, ante 259,9 milímetros esperados para o período. No final do mês, o volume de água no reservatório era de 22,2% de sua capacidade total.
A Sabesp de Botucatu informa que a situação impõe ao sistema de abastecimento uma condição de extrema atenção e delicada operação. “A Sabesp está monitorando continuamente (24 horas/dia) os níveis e vazões da represa do Mandacaru buscando as melhores alternativas para enfrentamento da severa estiagem. Mas para que os reservatórios de água tratada continuem com níveis satisfatórios, é essencial que a população use este recurso de forma consciente, reduzindo excessos e evitando desperdícios.
Segundo a concessionária, a população também pode contribuir, reduzindo o consumo exagerado, seguindo algumas dicas de uso racional para que não falte água na cidade. As recomendações são muito simples e todo mundo pode colaborar: tome banhos curtos e feche o chuveiro ao passar sabonete; não lave a calçada ou o carro com mangueira; antes de lavar a louça, retire o excesso de comida com a esponja, sem usar água; deixe a torneira fechada ao ensaboar; acumule as roupas para utilizar a máquina de lavar na capacidade máxima. Faça o mesmo com a louça: deixe a torneira fechada enquanto escova os dentes ou faz a barba.
As condições de abastecimento em várias cidades do Interior estão se agravando e já causam conflitos. A falta de chuvas regulares baixou o nível de rios e reservatórios e o calor excessivo elevou o consumo.
Em Marília, com 218.165 habitantes, está em emergência desde 17 de setembro pela escassez de água para o abastecimento público. Em Bauru, as reclamações são frequentes da falta de água. Já houve até protesto na porta da Câmara por moradoras insatisfeitas com os constantes cortes no fornecimento. Em Itu, moradores conseguiram liminares na Justiça que obrigam a concessionária a manter suas casas abastecidas.
Em São Paulo, região metropolitana, Campinas e Piracicaba existe o alerta de racionamento.
