Mulheres e familiares de presos protestaram na tarde desta terça-feira (11), em frente ao Tribunal de Justiça, no centro de São Paulo, contra a superlotação nos presídios do Estado, suposto abuso de autoridade de agentes públicos e negativas da Justiça para a progressão de pena para o regime semiaberto, em casos em que o preso já teria esse direito.
O ato, que começou na praça da Sé reunindo cerca de 150 pessoas na escadaria da igreja, foi organizado por mulheres de presos da comarca de Tupã, no oeste paulista, e ganhou adesão de familiares de presos de outras regiões do Estado.
Com cartazes e faixas, os manifestantes criticaram principalmente a juíza Josiane Patrícia Cabrini, da Vara de Execuções Penais da comarca de Tupã, que, segundo eles, não está concedendo progressão de pena a presos que já teriam direito a ela.
Na comarca de Tupã estão as unidades prisionais de Junqueirópolis, Dracena e Pacaembu.
"O grande problema hoje é o preso já ter cumprido o prazo necessário e continuar preso", disse o advogado Luiz Carlos Justino, da Comissão de Inclusão Social da OAB de Pinheiros, na capital.
Para Justino, o sistema prisional favorece empresas que lucram com a manutenção dos presídios lotados, como as que fornecem refeições para os presos, por exemplo.
De acordo com o advogado, a insatisfação dos presos se repete em quase todos os presídios do Estado.