Nos dias de hoje, as pessoas que trabalham ou estão procurando colocação precisam ficar atentas ao que as organizações (empresas) com "mentalidade avançada" estão mais valorizando. O mundo corporativo tem apreciado o que chamamos de "Competência Comportamental". Porém, não são todos que têm percebido tal valorização.
"Competências são repertórios de comportamentos que algumas pessoas e/ ou organizações dominam". Pode-se dizer que é o C.H.A.I.V, conjunto de saberes (conhecimentos), o saber fazer (habilidades); o saber ser (atitudes e comportamentos), aliados ao interesse e a vontade de realização; que leva o profissional a conseguir agir com todas as qualificações e capacidades para resolver situações concretas de trabalho.
As empresas estão de olho em colaboradores preocupados em desenvolver esta competência, ou seja, anseiam por pessoas mais flexíveis e criativas; mais do que exímios técnicos qualificados. Requerem detentores de um caráter excelente que os leva a comportamentos ilustres, cheios de princípios (paixão pelo negócio, parceria, amor pelo o que faz, respeito, solidariedade, honestidade...).
Ademais, afirmo que tal competência tem sido um dos principais requisitos para se conseguir um bom trabalho; como também para se manter nele. O contrário também é verdadeiro, pois surpreendentemente, pesquisas sobre causas de perda de emprego revelaram, simplesmente, que em 87% dos casos, as pessoas são desligadas da empresa por problemas comportamentais e não por erros técnicos.
Entre essas deficiências pode-se citar a dificuldade de comunicação; de aceitar ou desempenhar liderança; de governar conflitos; de coexistir com diferenças pessoais e também com a falta de plasticidade para suportar as mudanças, internas ou externas da empresa.
Diante disto e pela dificuldade de se encontrar colaboradores já desenvolvidos "comportamentalmente", muitas empresas estão a cada dia investindo em Programas de Desenvolvimento Pessoal (treinamentos comportamentais), a fim de oportunizar tal competência.
A esse respeito, deixo como exemplo máximo de "Competência Comportamental", tão valorizada, a expressada por Jesus. De muitas, destaco a criatividade e o relacionamento interpessoal. Ele em seus sermões, muitas vezes utilizava uma pedagogia interessante e eficaz, as parábolas. A criatividade está em que conseguia manter a atenção das pessoas, despertando suas curiosidades e desejos de ulterior explicação de uma mensagem que os deixava com a "pulga atrás da orelha".
Jesus também era competente na arte de relaciona-se, em que apesar de não comungar das mesmas atitudes dos chamados "pecadores", promovia o bom relacionamento; "sentando-se" com eles, (Mt 9: 10-13); entrando em suas casas, como a do conhecido Zaqueu, (Lc 19: 5-10). Com isso, além de exemplificar a política da boa convivência, revelou uma estratégia educacional e de salvação.
Agora, existem duas competências essenciais, inexoravelmente atreladas, muito ligadas, de cunho comportamental que Jesus ensinou; a de ser sal e luz (Mt 5:13-16).
Estas competências "bem casadas" representam, nada mais, nada menos, do que fazer a diferença; o ato de ir além do realizar apenas o "feijão com arroz", ou seja, nelas estão implícitas um repertório de comportamentos que contribuem para o desenvolvimento benéfico da empresa.
Então, ser sal e luz, quer dizer: cumprir com as normas da empresa; primar por um bom relacionamento; ser flexível; andar na contramão dos maus exemplos (a rebeldia, a fofoca...) e suplantar as atribuições da função, por meio da atitude de iniciativa (fazer mais do que o café com pão).
Então, vamos lá! Busquemos nos enquadrar ao que as organizações estão procurando, com mudança de mentalidade e atitudes; não só para manter-se empregados; mas para se ter uma existência equilibrada, digna.
E que através de nosso C.H.A.I.V. Sal e Luz, poder contagiar outros que ainda não perceberam que atitudes corretas nos levam a ter qualidade de vida e vida em abundância.
"... Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos". (Fl 4:8).
O autor, Marcos Luiz Gilioti, é psicólogo organizacional e clínico da Transcendência Consultoria ? Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. Site www.transcendencia.net. E-mail: marcos@transcendencia.net