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Marcha do MST acaba com 32 feridos

Por Aguirre Talento, Filipe Coutinho, Mariana Haubert e Severino Motta | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Uma marcha de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) terminou ontem em confronto com a Polícia Militar, tentativa de invasão de órgãos públicos e mais de 30 feridos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a ser suspensa por quase uma hora pelos ministros, que alegaram falta de segurança para continuar os trabalhos.

A marcha estava na programação do 6.º Congresso Nacional do MST, que ocorre desde o início da semana na Capital. Cerca de 15 mil pessoas participaram, segundo estimativas da Polícia Militar e dos organizadores.

A primeira confusão começou quando os manifestantes tentaram invadir o STF. Eles levavam faixas pedindo a reforma agrária e melhorias para a Educação, além de criticar o julgamento do mensalão.

Impedidos pelos seguranças e policiais, os manifestantes seguiram para o Palácio do Planalto com o objetivo de entregar uma carta de reivindicações à presidente Dilma Rousseff, criticada pelo ritmo mais lento de desapropriações na reforma agrária e que ontem comemorou os resultados do agronegócio em Mato Grosso - o MST elege o setor como vilão.

Ao chegar ao local, os sem-terra derrubaram as grades de proteção, mas foram contidos pela barreira de policiais que fazia a segurança. Policiais acuados tentavam conter os sem-terra que atacavam com paus e pedras.

Quando a situação se acalmou, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, desceu até o local e recebeu a carta de reivindicações - agilização da reforma e mais estrutura nos assentamentos.  “Eles têm que fazer pressão mesmo”, comentou Carvalho. Segundo sua assessoria, Dilma receberá hoje integrantes do movimento.

Cerca de meia hora depois, porém, a situação se agravou com um novo tumulto.

Em nota, a PM diz que, dos 32 feridos, dois eram manifestantes. Dos 30 policiais atendidos em hospitais, oito ficaram ficaram feridos depois de serem atingidos atingidos por pedras, pedaços de pau e barras de ferro. À noite, todos foram liberados.

Policiais usaram balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e armas taser, que imobilizam por meio de choques, para dispersar a multidão.

Durante o momento mais crítico do confronto, em frente ao Palácio do Planalto, havia 250 PMs fazendo a segurança do local, segundo o coronel Florisvaldo César, comandante do policiamento metropolitano. Alguns grupos foram encurralados pelos sem-terra.

Líderes do MST disseram que foi a primeira vez que um protesto feito pelo movimento em Brasília foi tão violento. Após o tumulto, os sem-terra se dispersaram.

 

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