Política

Secretaria de Esportes vira alvo de discórdia dentro do próprio PT

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Após reunião da executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) no último sábado, o presidente da sigla, Cláudio da Silva Gomes (Claudinho da Construção), indicou ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) que o partido quer a troca no comando da Secretaria de Esportes (Semel), uma das duas pastas que estão sob poder dos petistas – a outra é a Secretaria da Agricultura (Sagra).

Embora a investida não seja consensual dentro do comando sigla, Gomes indicou ao prefeito o nome de Wanderley Rodrigues Júnior, atualmente assessor da presidência da Câmara Municipal e vice-presidente do PT de Bauru. “Já é de conhecimento de todos que nós temos a intenção de trocar o comando da Secretaria de Esportes, e nós passamos esta decisão ao prefeito. Estamos agora no aguardo de um posicionamento”, afirma Gomes.

Rodrigo Agostinho, entretanto, reiterou o que já disse à reportagem do JC no início deste ano: não pretende efetuar troca no primeiro escalão em 2014, uma vez que está satisfeito com o desempenho de seu secretariado. O atual titular da Semel é Roger Barude, no cargo desde 2012. “Não tenho a intenção de mexer na Semel, até porque temos os Jogos Abertos neste ano, temos obras em andamento, outras coisas que estão por vir, projetos de porte como ginásio e piscina pública que são sonhos do nosso governo e tem o Roger (Barude) à frente. Não pretendo fazer alterações na Semel”, pontuou Rodrigo.

“Quero dizer que o Wanderley (Rodrigues Júnior) é um excelente quadro do PT, é jovem, com grande potencial, não tenho absolutamente nada contra ele. Mas não é momento de mexer na Semel”, reitera o prefeito. Neste caso, Wanderley continuará trabalhando na articulação política do presidente do Poder Legislativo, função que o agrada.

Realinhamento

Mas o presidente petista, Cláudio Gomes, disse que uma eventual recusa de Rodrigo Agostinho levaria o partido a uma reflexão sobre o papel dentro do governo. “Precisamos sentar e conversar, para saber qual a posição que vamos tomar. Não vou falar em ruptura, mas em realinhamento. A partir de agora a bancada do PT tomará uma nova postura. É direito da legenda, assim como é direito do prefeito bancar o secretário”, destaca. Rodrigo também prefere não acreditar em dissidência de um dos partidos que está desde o início com seu governo. “O PMDB, que é meu partido, também apoia o PT em âmbito federal, estamos em um ano de eleição. Esta postura não é consensual no PT”, cita Rodrigo.


Divisão de forças no governo Rodrigo por partidos políticos

PMDB – Educação, Sebes e Cohab

PT – Semel e Sagra

PR – Saúde

PP – Sear

PDT – Cultura

PPS – Desenvolvimento

PSB – Emdurb

 

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