Política

PV faz estudo de consumo de água e constata perda

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A situação do abastecimento de água em Bauru também pautou a reunião do PV, realizada na noite de anteontem. Na oportunidade, o vereador Raul Gonçalves de Paula apresentou estudo de consumo na cidade, cuja conclusão é a escassez do líquido para atender toda a demanda.

O resultado saiu a partir de cálculos básicos. Para iniciar, o parlamentar levou em consideração o consumo per capita médio, padronizado em 250 litros. Ao multiplicar o número pelo de habitantes (350 mil), ele chegou ao consumo de 87.500 metros cúbicos de água por dia, sendo que a produção da Estação de Tratamento de Água do Rio Batalha e dos poços somam 98.169,8 metros cúbicos (em 20 horas de funcionamento/dia).

Haveria, então, uma sobra de 11.000 metros cúbicos, se as perdas não representassem 30% da produção de água (29.450 metros cúbicos/dia). Ou seja, falta água - uma vez que o disponível, na prática, são 68.718,86 metros cúbicos/dia. “Isso porque estou me baseando na vazão inicial. Temos poços de 1978. A vazão é a mesma?”, questiona o parlamentar.

Diante da conclusão, os verdes decidiram apresentar proposta para que os recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) sejam utilizados para resolver o problema. Raul e o colega Natalino da Pousada proporão no Poder Legislativo que seja criado um conselho técnico formado por especialistas para avaliar a situação e apontar soluções.

Também proporão que o FTE seja utilizado para que o município faça captação de água no rio Tietê, de forma que aumente a reserva de água na cidade. Uma terceira proposta diz respeito ao tamanho da caixa d’água instalada nas casas.

De acordo com Raul Gonçalves de Paula, uma família com quatro pessoas, levando em consideração o consumo médio per capita, deveria contar com uma caixa d’água de, pelo menos, mil litros. Portanto, ele proporá que caixas d’águas com no mínimo essa capacidade de reservação sejam aceitas pela administração municipal para liberar o habite-se. Ao custo de aproximadamente R$ 300,00, o ideal seria que cada residência contasse com mais de uma, dependendo da quantidade de pessoas na família.

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