Política

Vereador propõe castração ampla

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan

Markinho da Diversidade quer a instituição de campanhas de castração anuais em Bauru

Após reunião realizada na com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o vereador Markinho da Diversidade (PMDB) entrará em contato com as cerca de 50 clínicas veterinárias de Bauru para agendar um encontro, previsto para o início do próximo mês, no auditório do Palácio das Cerejeiras. Na oportunidade, será discutida com os presentes uma grande campanha de castração a ser implementada na cidade, voltada aos animais de famílias menos abastadas.

“A iniciativa tem dois aspectos. Um é o bem-estar e proteção animal. Outro é relativo a zooneses. Se não tomarmos atitude, podemos perder o controle (da população animal, atualmente estimada em 90 mil, entre cães e gatos)”, comenta o parlamentar.

Em conversa com o chefe do Executivo, algumas possibilidades foram aventadas. Uma delas é que a administração municipal faça consulta de preços, defina um valor a ser pago pela castração e inscreva as clínicas interessadas em participar da campanha. Neste caso, o procedimento seria arcado com recursos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).

Outra possibilidade seria realizar processo licitatório para contratar uma clínica por região. “Mas temos de ouvi-las, saber qual será a adesão”, afirma o prefeito. Na opinião dele, talvez elas não estejam preparadas para participar de uma licitação. “A partir do trabalho que fizemos, foi prevista no Plano Plurianual de 2014 a 2017, verba de R$ 1,2 milhão para políticas públicas dirigidas à causa animal. Recursos existem, o que falta é colocar em prática”, acrescenta Markinho.

Discussão

A expectativa é que ainda neste ano a promessa que perpassou várias gestões seja finalmente implementada em Bauru. Na rede privada, uma castração é orçada entre R$ 100,00 e R$ 120,00. A campanha focará exclusivamente famílias com registro no cadastro único, tutelado pela Secretaria do Bem-Estar Social, que deverá ser parceira.

“Uma parcela (dos animais) já está castrada, outra (o dono) não vai querer”, destaca Rodrigo Agostinho. Ele ressalta que a proposta está sendo discutida pelo Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda), informação reiterada pelo presidente da entidade, Leandro Tessari. De acordo com Tessari, na próxima reunião do conselho, agendada para o dia 20 deste mês, as propostas apresentadas serão analisadas.

“Ainda não temos nada em definitivo. Estamos caminhando nesta discussão para definirmos uma política pública”, afirma. O objetivo é estabelecer um projeto por meio do diálogo e, posteriormente, traçar estratégias para implementá-lo, explica. No que depender do vereador, a campanha de castração será realizada anualmente. “Precisamos dar o primeiro passo. Atualmente, tudo o que é feito pela causa animal parte das organizações não-governamentais, de forma gratuita”, conclui Markinho.


Central de adoções

Uma segunda proposta discutida com o prefeito foi a criação de uma central de adoção de animais, que funcione no Centro da cidade. Neste caso, a Prefeitura de Bauru teria de locar imóvel para o projeto. “Queremos um ponto permanente. Tem gente que atravessa a cidade de mototáxi para adotar um cão”, comenta o vereador.

Em muitas ocasiões, as feiras de adoção promovidas pela prefeitura acontecem na sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no J. Redentor, local considerado distante. “A ideia é que a gente possa definir uma quantidade (de bichos a serem acolhidos pela central). Será rotativa, não um acumulador de animais”.

Conforme o JC veiculou em novembro, as políticas públicas envolvendo a causa animal serão assumidas pela Semma. Atualmente, a atribuição é da Secretaria Municipal da Saúde, que foca exclusivamente questões relativas a zooneses. “A ideia é potencializar as adoções. Mas temos de abrir o debate e termos clareza do que vamos fazer”, afirmou,  no ano passado, ao Jornal da Cidade, o prefeito Rodrigo Agostinho.

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