Esse caso comove muito, fico feliz por essa senhora doar o jazigo, pois esse japonês sempre chamou minha atenção... Moro no Mary Dota e sempre que o ônibus passava por ali onde ele ficava eu olhava pra vê-lo se estava lá. Uma vez cheguei de viagem de Ribeirão Preto e fui pegar o ônibus ali na Nuno de Assis, em frente à rodoviária, e por um acaso ele estava ali, sentado com sua carriola.
Gostaria muito de conversar com ele, mas era mesmo muito reservado. Lembro-me que ele estava cortando o cabelo e fazendo a barba ali mesmo na calçada, percebi que era uma pessoa que se cuidava. Chegou próximo a ele um moço de moto com uma marmitex pra ele e deu o que fazer para o japonês pegar.
Depois de o moço muito insistir, ele aceitou. Só por observar aquela cena cheguei a pensar que talvez esteja na rua por uma grande decepção que sofreu na vida... Quando soube pela minha mãe da morte dele, fiquei muito chocada...
Karina Mafalda da Silva