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Após mais de 2 meses de ocupação, oposição deixa Prefeitura de Kiev

Folhapress
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Após mais de dois meses de ocupação, opositores do regime do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, deixaram neste domingo (16) a sede da Prefeitura de Kiev, capital do país, como parte de um acordo que promete anistia e retirada de acusações contra mais de 2.000 manifestantes.

Os protestos tiveram início em novembro, quando Yanukovich interrompeu negociações com a União Europeia que poderiam culminar, no futuro, na entrada da Ucrânia no bloco europeu.

Yanukovich tem privilegiado os laços comerciais com a Rússia. Após o fim das negociações com a UE, em dezembro, Vladimir Putin reduziu o preço do gás fornecido ao país e assegurou um empréstimo de quase 11 bilhões de euros.

A desocupação da prefeitura e outros órgãos públicos era a principal exigência do governo para libertar 234 opositores -o que aconteceu na sexta-feira e retirar as acusações contra os manifestantes, que poderiam resultarem até 15 anos de prisão.

A garantia de que a anistia entraria em vigor a partir de hoje foi dada pela Promotoria de Justiça, em um comunicado divulgado no final da tarde de hoje, segundo a agência AFP. Após o comunicado, manifestantes que permaneciam nas ruas depois da desocupação da prefeitura acabaram se dispersando.

Além da sede da prefeitura, opositores desocuparam no sábado (15) outros quatro edifícios públicos, que haviam sido convertidos em abrigo e hospital de campanha.

Os confrontos com a polícia se intensificaram em janeiro, depois da aprovação de uma lei antiprotestos.No entanto, após a morte de quatro manifestantes e de mais de 500 feridos, o presidente cedeu: derrubou a lei contrária às manifestações e forçou a renúncia de parte de seu gabinete. Membros da oposição dizem, porém, que a luta pró-Europa continua.

    


 

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