Destino Iacri, pequeno pedaço de terra desconhecido, na Alta Paulista, que para mim e meus irmãos, em férias, era o paraíso na terra. Nos trens da Fepasa (Ferrovia Paulista S.A) que vinham já lotados de São Paulo (Estação da Luz), estávamos nós, eu, meu pai (funcionário da Noroeste do Brasil) minha mãe e meus irmãos à espera do trem que levaria a Iacri, onde iríamos ver nosso avós maternos, e nos sítios dos parentes que lá residem até hoje.
Meu avô às vezes nos esperava na pequena estação local, com sua perua rural, já que ele residia na "cidadezinha" e também tinha uma propriedade rural. Quando não podia ir nos buscar, alugávamos duas charretes para caberem todos, eram os táxis do local.
Depois da maravilhosa viagem de trem, onde vendia-se guaraná antártica caçulinha, cerveja para adultos, pão com mortadela e biscoito de polvilho, não passava disso o comércio dentro dos trens que serpenteavam o caminho até o chefe do trem com voz de locutor de rádio e de umas quatro horas e meia, isso quando o trem não quebrava no caminho e ficávamos parados, mas tudo era alegria, então o chefe falava as três palavras mágicas: Tupã, Universo e Iacri como as próximas paradas, meu Deus, estamos quase lá!
Nosso paraíso, que raríssimas vezes em que falava aqui em Bauru da cidade e alguém reconhecia. Iacri? Nunca ouvi falar, não!
Hoje abri o JC e vejo estampada na primeira página o nome Iacri, um jovem da cidade participará do "programa global" BBB, para mim é uma pena, já que não tenho adjetivos para classificar esse "programa". Respeito muito os que gostam, pois gosto é gosto. Quanto à cidade de Iacri, certamente será reconhecida muito além de suas "fronteiras". É isso aí!
Demerval Assis da Silva