Polícia

Irmã diz que ossada é de servente

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Cautelosa, a polícia precisa de laudos para confirmar oficialmente o que o coração da família de Alex Ferreira, 26 anos, já tem certeza. A irmã do servente de pedreiro reconheceu o tênis e as roupas que estavam junto com a ossada localizada no prolongamento da rua Rosa Malandrino Mondelli. “Não tenho dúvidas de que é meu irmão”, afirma Andreia Ferreira da Silva, 39 anos.

Após denúncia feita à Polícia Militar (PM), os ossos foram achados na estrada de terra que vai para o Esquadrão da Vida, nas proximidades do Horto Aimorés. No crânio, era possível visualizar três perfurações, provavelmente por disparos de arma de fogo. Trata-se do 10º homicídio de 2014 em Bauru.

Junto com o corpo, que estava em avançado estado de decomposição, estavam uma camiseta, bermuda e um par de tênis. “É o tênis vermelho que ele usava. A bermuda também. Sei que, infelizmente, é meu irmão”, aponta a trabalhadora rural Andreia Ferreira.

Conforme o JC antecipou na edição de ontem, além das vestimentas, tudo acaba coincidindo com a provável vítima. Alex morava nas proximidades de onde a ossada foi localizada.

“Ele morava comigo no assentamento do Aimorés. No dia em que desapareceu, ele trabalhou normalmente, veio para casa, tomou banho e comprou duas cervejas no bar. Voltou para nossa casa e, quando a bebida acabou, foi de novo para buscar mais”.

Desde então, nunca mais Alex Ferreira foi visto. Isso tudo ocorreu no último dia 5. Até o tempo de desaparecimento coincide com o período de exposição do cadáver estimado pela Polícia Civil.

A irmã de Alex afirma que ele é uma pessoa bastante tranquila. “Ele era bem quieto e reservado. Quase não conversava. Nunca costumou ficar fora de casa. Por isso, quando ele sumiu, eu já fiquei preocupada”.

Usuários

Apesar da tranquilidade cotidiana, Alex Ferreira era usuário de entorpecentes. “Não sei direito o que ele usava, mas fazia uso de drogas sim”, confirma Andreia.

Ela relata que, nos últimos tempos, o irmão vinha sendo ameaçado por um homem do assentamento em que residem. “Esse homem chegou até a vir aqui em casa. O Alex falava para o meu marido que este homem estava ameaçando ele, mas não contava o motivo”, completa.

A Polícia Civil já está investigando o caso. “Ainda estamos aguardando a confirmação oficial, mas já estamos trabalhando com a identificação provável da vítima para levantar a motivação e possíveis suspeitos”, explica Cledson do Nascimento, delegado responsável pelo caso.

A irmã do desaparecido teve o sangue coletado no Instituto Médico Legal (IML). Agora, o material genético será confrontado com o retirado da ossada. Dentro de 15 dias, sai a confirmação oficial da identidade.

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