Tribuna do Leitor

Vacas na Nações


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Só tenho uma coisa a comentar sobre a matéria acima, veiculada pelo JC na edição do dia 18.02. As autotidades, policiamento de Trânsito, CCZ, Bombeiros, Samu, etc, não precisam se preocupar com um eventual acidente no local, pois a avenida foi construida em cima do "restaurante" das pobres ruminantes. E pelo que conheço do local, a via que consumiu uma "fortuna" dos cofres públicos só serve para que as mesmas se locomovam de um pasto a outro e não correm nenhum risco de serem atropeladas.

Enquanto a av. Castelo Branco, rua Bernardino de Campos, av. Comendador da Silva Martha, o Trecho Urbano da Rodovia Mal Rondon e seu Trevo de Acesso da Nuno de Assis, e dezenas de outros locais exigem dos usuários (principalmente em horários de pico) um exercício diário de paciência e um eminente risco de acidentes, "ela está lá"... servindo pra quê? É uma obra linda... e serve pra quê?

Administrar uma cidade do porte de Bauru não deve ser uma tarefa fácil. Porém, quem se propõe a fazê-lo deveria ter no mínimo uma visão de prioridades. O interesse de alguns não pode (ou não poderia) se sobrepor ao interesse da maioria. A avenida Nações Norte foi construida para beneficiar quem? (Donos de centenas de lotes de terrenos em seu entorno?)

Podemos até analisar que é uma maneira de se atingir com facilidade a rodovia Bauru/Marília, e Distrito Industrial III, porém, se ao chegarmos á rotatória que dá início a Nações Norte, entrarmos à direita pela av. Moussa Tobias e seguirmos até o trevo com a Rov. Mal Rondon, teremos percorrido, com excelente fluidez de trânsito, apenas 3 Km a mais para atingir o mesmo objetivo. Pergunto aos políticos de gabinete: isso é prioridade?.

O "Elefante Branco" sobre os trilhos da ferrovia, que já consumiu vários caminhões cheios do nosso dinheiro, brigas na Justiça, erro de medições, pendengas com a Justiça, etc (outra estupidez administrativa) vai levar o usuário (sabe Deus quando) de onde pra onde? Se isso acontecer, um dia o trânsito que chegará na Rua Alfredo Maia vai passar por onde? E se estiver chovendo com a rua alagada (como acontece a cada chuvisqueiro)?

Caro leitor, sou bauruense de coração, apaixonado pela minha cidade desde que nasci, há 56 anos, e cada aspecto analisado, pricipalmente nos últimos trinta anos, me faz refletir sobre o quanto somos iludidos a cada campanha eleitoral, a cada promessa não cumprida, a cada interesse ou favorecimento obtido pelos poderosos de plantão, e isso me faz acreditar no ditado que diz: "Todo dia, a todo instante, no mundo inteiro nasce um Esperto e um Idiota, o tempo passa e um dia eles se encontram." Atenciosamente, e Decepcionado.

Silvio C. D. Gonçalves

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