O líder opositor venezuelano Leopoldo López, do partido conservador Vontade Popular, permanecerá por ao menos 45 dias na prisão militar de Ramo Verde, na cidade de Los Teques, próxima à capital, Caracas. Além disso, pode ser condenado a até dez anos de cadeia.
Nesse período de um mês e meio, o Ministério Público investigará se procedem ou não as acusações de haver incitado a violência durante os protestos em Caracas, nas últimas semanas.
A decisão foi tomada pela juíza Ralenis Tovar Guillén, após audiência realizada perto da prisão, em um ônibus que funciona como tribunal itinerante. A juíza havia decidido realizar a sessão em Ramo Verde após alegar não se sentir segura no Palácio da Justiça, em Caracas, devido aos enfrentamentos entre estudantes e grupos de “coletivos” (milícias civis armadas que apoiam o governo).
López responderá pelos delitos de incêndio e danos, por instigar a delinquir e por associação para delinquir. O Ministério Público descartou investigá-lo por assassinato e terrorismo, como havia pedido previamente o presidente Nicolás Maduro.
Capriles acusa Maduro
Henrique Capriles, líder da oposição venezuelana, acusou ontem o governo de Nicolás Maduro de promover o confronto no país ao prender o dirigente Leopoldo López, acusado de incitar a violência.