Política

Custeio gera impasse para mudança de gestão do HB

Tisa Moraes
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Na quarta reunião para tratar sobre a possível transferência de gestão do Hospital de Base para o município, o Estado, pela primeira vez, revelou que deverá exigir uma contrapartida financeira da prefeitura. Em visita a Bauru em razão da vinda do governador Geraldo Alckmin, o secretário de Estado da Saúde, David Uip, informou que o município terá de arcar com o custeio dos serviços que, gradualmente, for assumir na unidade hospitalar.

“O papel do Estado será investir na reforma e aparelhagem do HB. Esta é a nossa proposta”, esclareceu. Apesar de surpresos com a novidade, o prefeito Rodrigo Agostinho e o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, minimizaram o impacto da declaração.

Diferentemente do chefe do Executivo, Monti foi categórico ao afirmar que a prefeitura não possui condições de arcar com mais gastos na Saúde, que já compromete um quarto do orçamento anual do município. “Não dá para ser mais elástico do que isso. E, pelo que entendemos, se o município não aceitar participar do financiamento do hospital, o Estado irá repensar a ideia de transferência de gestão.”

Já Rodrigo informou que a prefeitura possui, sim, recursos para assumir alguns custos, como o de leitos de baixa complexidade, em que pacientes permanecem internados, por exemplo, porque precisam receber medicação intravenosa de medicamentos fornecidos somente pelo hospital.

“É algo relativamente simples, de baixo custo. Também teríamos condições de realizar exames laboratoriais, até mesmo porque grande parte é para atender pacientes oriundos da nossa rede básica. Mas financiar toda a estrutura hospitalar está fora de cogitação”, completa. O prefeito salientou, no entanto, que nenhuma decisão foi tomada no encontro e que uma próxima reunião deverá ser agendada para daqui a aproximadamente dez dias.

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