Tribuna do Leitor

Baderna pública


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Temos assistido pela televisão e lido em matérias publicadas em jornais e revistas o crescente aumento da violência nas manifestações pelo Brasil afora. Isso é preocupante uma vez que a violência muda o foco das reivindicações, tornando as manifestações políticas e não sociais. As pessoas de bem, com boas intenções, aos poucos deixam de participar dos atos públicos por medo da violência, deixando de exercer a democracia e fazendo com que as reivindicações percam força. Talvez seja essa a intenção dos mentores intelectuais das arruaças públicas que temos assistido ultimamente.

O "cara" que soltou o rojão que matou o cinegrafista deu azar porque acertou a pessoa errada e agora, segundo ele mesmo confessou, está com medo de ser morto. Quem mataria um simples arruaceiro? Quais os verdadeiros interesses por trás dessa estória? Pessoas estão sendo aliciadas para promover bagunças e sendo pagas por isso. Ele mesmo já confessou ter recebido R$ 150,00 para participar da baderna e promover a desordem. Por que ele não fala o nome das pessoas que o aliciaram e de quem ele receberia pelo "trabalho" feito? Quem ganha com isso? A sociedade é que não.

Em entrevista a um jornalista, o papa Francisco, na época cardeal Bergoglio, ao ser questionado a respeito do que ele pensava sobre a pobreza no mundo, respondeu: "Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes. E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona."

O exemplo vem de cima com as diversas modalidades de bolsas distribuídas pelo governo (família, gás, leite, luz...). As pessoas são pagas para serem servis, recebem um "cala boca" e ainda ficam devendo obrigação. Mas o que fazer se nossos governantes preferem construir estádios de futebol em vez de hospitais ou escolas? Como na Roma antiga eles dão diversão ao povo como forma de manipulação das massas.


Wagner Maia de Oliveira

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