Bairros

Rio Bauru começa a ser monitorado

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Câmera monitora em tempo integral o nível do rio Bauru; manancial recebe 85% das águas pluviais

O comportamento das águas do rio Bauru começou a ser monitorado, ontem, por uma Estação Hidrológica Automática. O equipamento funcionará 24 horas por dia para alertar, em tempo real, a Defesa Civil de Bauru sobre o risco de enchente e transbordamento do canal, que recebe 85% das águas pluviais da cidade.

A Estação Hidrológica foi instalada por iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Fixado no cruzamento da avenida Nuno de Assis com a rua Aimorés, o equipamento é dotado de um sensor e uma câmera que monitora em tempo integral o nível do rio, que recebe 85% das águas pluviais em Bauru.

As imagens e informações são enviadas por sinal de celular para a unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, onde está o Cemaden, e automaticamente disponibilizadas à Defesa Civil de Bauru.

“Este acesso se dará por meio de um site, que transmitirá as informações em tempo real”, observa o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.

Além de alerta para o risco de inundações, os dados subsidiarão o poder público para a elaboração de estatísticas sobre o comportamento do rio.

A intenção é que o maior entendimento sobre a sazonalidade e níveis das cheias permita o estabelecimento de políticas públicas mais aprimoradas para enfrentar e até conter as inundações.

Segundo Brito, o cruzamento da avenida Nuno de Assis com a rua Aimorés foi escolhido porque, naquele ponto, o curso do rio não é curvo, o que proporciona um maior alcance para captura de imagens pela câmera.

O local fica a cerca de um quilômetro de distância do cruzamento com a avenida Nações Unidas, onde o rio tende a encher primeiro por receber a água que desce dos córregos Ribeirão das Flores e Água do Castelo. “Ali seria o ponto ideal, mas, como não tem um longo trecho de reta, optou-se por outro local”, completa o coordenador da Defesa Civil.

Cheia

No caso de cheia do rio Bauru, as fotos e as informações captadas pelo sensor e pela câmera são atualizadas de hora em hora, enviadas imediatamente para a central e disponibilizadas de volta para a Defesa Civil municipal em tempo real.

A estação também fornece informações sobre os índices pluviométricos instantâneos e acumulados no local. A transmissão é feita via celular, por meio de modem na central de comando. A estação funciona por meio de energia solar e permite antecipar eventuais inundações, o que dá suporte à Defesa Civil para agir e tomar medidas preventivas.

A estação custou cerca de R$ 60 mil ao MCTI e está sendo instalada em outras 15 cidades do Estado que apresentam riscos para enchentes. No Brasil, são cerca de 120 municípios a serem dotados com o equipamento.

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