Tribuna do Leitor

A caminho do meio milhão


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A fonte de informação é nada menos que o Ministério do Planejamento: o governo federal fechou o ano de 2013 contabilizando 498.000 empregados nas estatais (BB, Petrobrás, Correios, Caixa e Infraero). Isso mesmo. Meio milhão de empregados que estão sendo realocados desde o governo Lula, contra quase metade disso na era FHC! É aqui que surge o inchaço da máquina estatal que o petismo não abre mão. O grande problema é que o aumento do gasto segue em ritmo acelerado não apenas na administração direta, com os mais de 30.000 cargos de confiança disputados a dentadas pelos partidos da base governista, mas na indireta, através de estatais que, a despeito de terem receitas próprias, recebem suportes federais e incentivos fiscais que sangram hemorragicamente os cofres da União.

Os órgãos de mídia que não foram cooptados pelo governo frequentemente exibem situações escabrosas de empregados sem função em cargos sem utilidades nas diversas entidades públicas federais, cujos lucros e investimentos são diametralmente opostos aos gastos com folha de pagamento. Como tudo é custeado pelo Tesouro, a esbórnia parece não ter mais fim. Só nos três anos da era Dilma, o número de encostados aumentou em 40.000. Para se ter uma idéia do que é isso, a multinacional AMBEV, o maior pool cervejeiro, tem 45.000 funcionários espalhados por todo o globo!

Isso é uma das mostras que, na surdina, o governo federal surrupia o erário empoleirando aliados nos empregos públicos, iludindo uma nação que nada vê. De outro lado, o bem articulado ideologicamente Ministério da Propaganda, gasta bilhões e não se cansa de jogar, na mídia, imagens de Zildirene´s sorridentes, como se realmente estivéssemos em um novo Brasil, silente ao fracasso operacional de empresas que só estão se mantendo à base de "financiamentos" do BNDES para cobrir tantos gastos, sempre a juros de pai para filho. Mais cedo ou mais tarde essa bolha irresponsável vai estourar e veremos o quadro de recessão venezuelana. A mentira é contada, recontada e requentada, mas o dia da verdade chegará, infelizmente chegará. E, com ele, a conta para o contribuinte pagar. Bem vindo ao Brasil do lulopetismo.

Ivan Goffi

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