Bairros

Jardins ainda sobrevivem

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Coloridos pelas flores ou em vários tons dos verdes das folhagens, os jardins ainda sobrevivem em época de muros altos, enfeitam as ruas dos bairros e alegram os olhos de quem pelas ruas passa. Entretanto, estes são cenários cada vez mais raros no ambiente urbano.  

Houve um tempo, em que exceção era não ter jardim na frente de casa. Quase todos tinham. E com muros baixos ou grades que facilitavam a visão de fora para dentro. Com a correria do cotidiano, os “dias mais floridos” parecem estar cada vez mais raros ou “escondidos” atrás dos muros que tentam conter a insegurança.

Mas há quem não abra mão do aconchego e da beleza dos jardins. Exemplo é a dona de casa Vilma de Barros Manduca. Moradora da quadra 6 da rua Benedito Eleutério, na Vila Pacífico, ela se define com uma saudosista: “Gosto de plantas que lembrem a minha infância. Tenho dormideira, rosa-menina, alfazema... Plantas que minha avó paterna cultivava. Aliás, foi dela que eu herdei essa necessidade de ter um jardim em casa”, lembra.

Mais do que plantas, o espaço verde da casa de dona Vilma é composto por vários enfeites em forma de animais, cata-vento...                 

De acordo com ela, tudo pensado e cuidado para agradar as crianças que passam na calçada de casa: “Muitas vezes os pequenos passam tristes, com as cabecinhas baixas e, quando olham para a casa, ficam felizes. Eu posso ver o sorriso nascer no rostinho deles”.

E entre flores e algumas hortaliças e temperos que dividem o mesmo espaço, a simpática senhora, criada na zona rural e filha de jardineiro, dedica seus dias, ao lado do marido, a embelezar o bairro e a encher de beleza os olhos dos moradores. 


Paisagismo pode melhorar a qualidade do ar e reduzir o calor

Ter um jardim colorido, com variedade de flores e folhagens é o desejo de muitas pessoas. Além de enriquecer o cenário, as plantas são capazes de contribuir para a saúde do ambiente doméstico.

Segundo Maria Cristiana Dario, docente  da área de design e arquitetura do Senac Jaú, para estimular o relaxamento depois de um dia estressante de trabalho e tentar diminuir o calor provocado pela baixa umidade do ar, muitas pessoas estão apostando nos pequenos jardins.

“Espaços com plantas e com a utilização de água ajudam a melhorar a qualidade do ar e também proporcionam momentos de relaxamento e tranquilidade”, afirma.


Na vertical

Quem vive em apartamento também pode ter um espaço verde. O jardim vertical é uma forma criativa e ocupa pouco espaço. Pequenos vasos podem ser fixados em uma parede com boa iluminação, por exemplo.

Eles são como os jardins comuns, só que planejados para paredes internas ou externas e exigem alguns cuidados específicos. Segundo especialistas, qualquer planta pode ser utilizada em um jardim vertical, desde que seja apropriada para as condições do local destinado, com relação a sol, vento, tamanho.

Porém, algumas são mais adaptáveis, como as bromélias, orquídeas e samambaias. Quem não dispõe de uma parede livre, pode utilizar vasos no chão com folhagens. As espadas de São Jorge e zamioculcas são boas opções e não precisam de muita iluminação.

Importante também é procurar orientações profissionais sobre a instalação, regas e podas, já que neste caso a planta necessita de substrato que melhor ajude no seu  desenvolvimento e retenha mais umidade que um substrato convencional.

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