Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas ao sr. Nilson J. Barreiros, onde, no artigo desta Tribuna, disse que "o japonês de Bauru é uma tipologia do Messias de Israel". Perdoe-me novamente, amigo, mas a descrição feita pelo senhor é a própria Escritura, mas dizer que ele é a tipologia do Messias, pra mim, é incabível. O Nosso Senhor Jesus passou por este mundo irrepreensível, imaculado, Santo... Esse senhor japonês, assim como muitos homens e mulheres que encontramos por aí, debaixo de viadutos, marquises, e até nós mesmos, sofremos dia a dia, somos humilhados, desprezados, sentimos e vivemos o preconceito. Talvez tivesse ficado sem escolha nesta vida.
Conheci uma família da rua Alves Seabra, próximo de onde vivia este senhor, que disse ajudá-lo, sempre que possível, com gêneros alimentícios e remédios, vez ou outra. Quantas pessoas não o ajudaram dando uns trocados ao mesmo nos semáforos? Rejeitado de todos? Os próprios taxistas disseram ter ajudado o mesmo. Será que alguém nunca falou ao mesmo para buscar um trabalho digno? Nunca se sentou com o mesmo apenas para ouvi-lo? Dia desses, lendo o JC, vi que no Albergue Noturno, pelo simples fato de ter que tomar banho, o cidadão prefere a rua. Deus nos deu o livre arbítrio. Cada um anda e faz o que quer, mas devemos lembrar que se eu plantar batata, não colherei banana... "Quem tem ouvidos ouça..." Agora, derramou seu sangue na morte e nunca fez injustiça, a Bíblia diz que "não há um justo sequer"...
A figura de linguagem (tipologia) usada me parece muito "forte". Perdoe-me novamente, o senhor o conhecia? Misericórdia peço, mas só faltou ter sido "pregado no madeiro", e, mil perdões, "ressuscitado no terceiro dia". Vejamos a continuação do texto de Isaías 53:5: "Mas ele (Jesus) foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades, o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."
Adauto Garcia - Bauru