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Quando chegamos, ela flutuava, diz piloto sobre queda na Rio-Niterói

Folhapress
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Luiz Antônio da Silva, 50 anos, se preparava para conduzir um navio até a saída da Baía de Guanabara, quando soube pelo rádio da embarcação que um carro havia despencado da ponte Rio-Niterói.

Ao receber a informação, pouco depois das 6h desta segunda-feira (3), ele enviou uma lancha e um rebocador até a área do acidente, distante dois quilômetros do local onde o navio estava ancorado.

"Quando nossa lancha chegou ao local, o carro ainda estava afundando e ela, flutuando no mar, semiacordada", disse Silva reportagem.

A estudante Marina Pinto Borges, 22, seguia pela ponte Rio-Niterói quando perdeu o controle de seu carro, um Renault Sandero. O veículo capotou e despencou em direção ao mar, uma queda estimada em 50 metros.

"Não deu para saber se ela saiu sozinha do carro ou se foi ejetada durante a queda", acrescentou.

Há quatro anos, Silva exerce a função de prático, como é conhecido o profissional habilitado a manobrar navios em zonas portuárias.

Ele informou que os primeiros socorros à Marina foram prestados por dois integrantes de sua equipe, que chegaram na lancha.

"Logo depois, veio a lancha do Corpo de Bombeiros e ela foi levada ao hospital", disse Silva.

No caminho para o hospital Souza Aguiar, no Centro da cidade, Marina disse aos bombeiros envolvidos no resgate que, ao tentar desviar de um carro, freou bruscamente e perdeu o controle do veículo, que capotou antes de cair da ponte.

Na manhã de hoje, ela passou por cirurgia e teve baço retirado. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde da paciente é estável.

Em uma mensagem publicada no Facebook, Vinícius Mouta resumiu o acidente de sua namorada. "Segundo os socorristas, ela nasceu de novo", escreveu o rapaz.

"Estou tremendo até agora", comentou Regina Silva, mãe de Marina, ao chegar no hospital para ver a filha no início da manhã.

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