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Rio: garis encerram protesto, mas dizem que greve continua

Por Flávia Villela | ABr
| Tempo de leitura: 1 min

Tomaz Silva/Abr

Após quatro dias de greve parcial, há lixo acumulado em várias ruas da cidade

Após cerca de oito horas de manifestação, garis encerraram o protesto. Eles passaram pelo centro da cidade, Ipanema, Leblon e Lagoa Rodrigo de Freitas. Um grupo menor decidiu ir até Copacabana. Durante a caminhada,  os manifestantes foram aplaudidos por foliões que brincavam o carnaval com a Banda de Ipanema e também quem estava nas ruas.

Com cartazes e latas improvisadas para batucar, eles protestaram contra acordo firmado entre a Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) que prevê reajuste salarial de 9%. O piso salarial inicial passará para R$ 874,79, mais 40% de adicional de insalubridade que elevará o salário para R$ 1.224,70.

O grupo de garis em greve não aceita o acordo e diz que não reconhece o Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro como representante da categoria.

Os manifestantes passaram por duas centrais de operação da Comlurb para convencer mais colegas a aderir à greve. As duas unidades estavam praticamente vazias. Policias militares e o Batalhão de Choque acompanharam o ato, que foi pacífico.

Na manhã desta terça-feira (4), a Comlurb anunciou o início do processo de demissão de 300 funcionários que não voltaram ao trabalho na segunda-feira (3), após o acordo ter sido firmado.

Alguns garis demitidos participaram do protesto, como Márcio Gonçalves de Oliveira. “Recebi uma carta para comparecer à sede da Comlurb porque faltei dois dias de trabalho”, contou. A empresa informou que irá demitir quem não comparece nesta terça-feira (4) ao trabalho.

Segundo os manifestantes, a greve irá continuar até que a prefeitura negocie diretamente com o movimento grevista e volte atrás nas demissões.

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