Internacional

Putin admite usar força na Ucrânia

Agências
| Tempo de leitura: 2 min

Andrew Kravchenko/Reuters

Premiê Arseny Yatseniuk, John Kerry e o presidente Turchinov

O presidente russo, Vladimir Putin, falou publicamente sobre a Ucrânia pela primeira vez desde a queda de Viktor Yanukovich, numa entrevista coletiva transmitida ao vivo hoje pela TV russa.

Ele admitiu que a Rússia usará todos os meios, até a força, para defender seus interesses no país vizinho.

Putin classificou a queda de Yanukovich como um golpe anticonstitucional e uma tomada armada do poder. Segundo ele, embora o parlamento ucraniano seja legítimo, o presidente em exercício não é. Yanukovich, que fugiu do país após ser destituído, está abrigado na Rússia.

Na opinião de Putin, Yanukovich ainda é o líder legítimo da Ucrânia. É um pedido dele, diz Putin, que torna legítimo o uso das Forças Armadas russas na Ucrânia como último recurso.

“No que se refere ao envio de tropas, isso não é necessário no momento, mas a possibilidade existe”, afirmou. Na manhã de ontem, a Rússia ordenou a retirada de soldados que faziam exercícios militares perto da fronteira com a Ucrânia.

As eleições que devem ocorrer em 25 de maio dificilmente serão reconhecidas pela Rússia. “Depende de como vão transcorrer. Se ocorrerem no clima de terror que vemos agora em Kiev, não as reconheceremos”, afirmou.

Também deu de ombros às sanções contra seu país. Seriam ruins para todos.

“Teremos que responder”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, em comunicado.

“Como sempre em tal situação, provocada por ações apressadas e irresponsáveis de Washington, destacamos: essa não é nossa escolha.” T

Dinheiro dos EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, chegou a Kiev ontem e anunciou um pacote de ajuda econômica e técnica para a Ucrânia, em uma demonstração de apoio a seu novo governo em meio à escalada das tensões com a Rússia.

A visita de Kerry acontece no momento em que Washington e seus aliados ocidentais aumentam a pressão sobre Moscou para que retire suas tropas ou encare sanções.

Uma autoridade sênior dos EUA, que informou os repórteres a caminho de Kiev, disse que o governo Obama irá trabalhar com o Congresso para aprovar 1 bilhão de dólares em garantias de empréstimo para ajudar a diminuir o impacto aos ucranianos dos cortes de subsídios de energia propostos.

Comentários

Comentários