O Carnaval em Jaú (47 quilômetros de Bauru) não foi marcado apenas pela folia. Uma denúncia de estupro abalou a cidade pelas circunstâncias envolvidas. Um homem, de 52 anos, foi acusado de estuprar sua própria irmã, de 41, que é portadora de deficiência mental. Foi a própria esposa do acusado que fez a denúncia à polícia.
O caso foi registrado no último domingo (2), porém, o abuso teria ocorrido antes. De acordo com informações da Polícia Civil, a denunciante teria flagrado seu marido mantendo relações sexuais com a vítima dois dias antes.
“A vítima é uma mulher portadora de Síndrome de Down. Apesar de ter 41 anos, ela tem o comportamento de uma pessoa de pouca idade”, explica o delegado da Seccional da Polícia Civil de Jaú, Luverci da Costa Mello.
Os nomes dos envolvidos, incluindo o do acusado, não foram divulgados para proteger a identidade da vítima. O abuso teria ocorrido na região do bairro Jardim Pedro Ometto.
As informações são de que, justamente pela deficiência, a vítima fica sob a guarda do irmão e da cunhada. “No registro, a denunciante aponta que, há cerca de quatro meses, começou a perceber mudanças no comportamento tanto do marido quanto no da vítima”, revela o delegado.
Na última sexta-feira, a mulher escutou barulhos vindos do quarto da portadora de deficiência. Ao chegar lá, teria visto seu marido mantendo relações sexuais com a própria irmã.
No dia seguinte, conforme explica a polícia, a mulher relata que tentou conversar com o acusado, porém, ele teria dito que ela é louca e ainda feito ameaças, como incendiar a residência em que vivem.
Prisão temporária
Diante da reação do marido, a mulher foi até o Plantão da Polícia Civil no domingo e fez a denúncia. “Ela ainda solicitou medidas protetivas em relação às ameaças que o marido fez”, complementa o delegado.
Com base no testemunho da mulher e de outras oitivas, o plantonista decidiu pedir a prisão temporária do aposentado. A Justiça acatou a solicitação e o homem foi localizado e preso.
O delegado seccional de Jaú, Luverci da Costa Mello, explica que a denúncia continua em investigação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade.